Autoconfiança Invexológica

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Autoconfiança Invexológica

Introdução. Na sociedade existem diversos padrões pelos quais a grande maioria das pessoas são influenciadas diariamente, que se seguidos sem autocrítica podem fixar-se ao modo de uma zona de conforto. São repetições de ações que a consciência (ego, personalidade) faz em sua vida, e acaba criando uma espécie de bolha ao seu redor, da qual não consegue sair devido a um conjunto de crenças que na realidade não lhe ajudam a evoluir para novos patamares. A título de exemplo, desde muitas gerações diversas pessoas vem seguindo este padrão: nascer, crescer, casar, reproduzir herdeiros e morrer. Para renovar este ciclo costumeiro da vida já na fase da juventude, por meio da aplicação da técnica da inversão existencial, é essencial obter a autoconfiança invexológica.

Definição. A autoconfiança invexológica é a condição de reconhecer-se capaz de atuar sobre as decisões relativas à aplicação da técnica da inversão existencial, possuindo segurança e convicção na realização de ações evolutivas diante de fatos e parafatos.

Travões. Perante a nossa existência existem diversos travões que podem se manifestar impedindo a autoconfiança do jovem inversor, os quais podem ser impedidores para a realização da proéxis (programação existencial), ou seja, a missão de vida que jovem inversor programou antes dessa existência no seu período intermissivo (período entre duas vidas).

Exemplos. Após estudar sobre os travões da autoconfiança, eis a seguir 3 exemplos que podem travar a autoconfiança do jovem inversor, seguidos de reflexões geradoras de autoenfrentamento:

  1. Paragenética. São as características que a consciência armazenou através das experiências em outras vidas e durante o seu período intermissivo. Essas características se manifestam na atual existência simultaneamente com a genética. A consciência (ego, personalidade) pode trazer determinados traumas, defeitos, carências e fobias nesta existência que podem ter origem da paragenética.

Reflexão. Quais características de origem paragenética que atrapalham minha autoconfiança perante as decisões que procuro enfrentar? Quais traços que se manifestam em mim que não parecem ser apenas desta existência?

  1. Genética. A herança genética que recebemos de nossos antepassados, seja ela de características físicas como doenças, ou não físicas como comportamentos e o modo como analisamos e avaliamos os fatos, podem ter influência genética.

Reflexão. Quais características minha são de origem genética que atrapalham minha autoconfiança? Tem mais pessoas na minha família com a mesma característica? Qual a predominância?

  1. Mesologia. São as características que a consciência desenvolve sendo influenciada no ambiente em que vive (sociedade). Exemplos são as indústrias do álcool, dos esportes radicais, da estética, do tabagismo e da moda influenciando nas manifestações pessoais do jovem, ao modo de fuga do enfrentamento quanto a si mesmo, sendo, portanto, negativas para a autoconfiança.

Reflexão. Qual o grau de influência da mesologia sobre mim que me atrapalha no desenvolvimento da minha autoconfiança? Quais traços fardos (trafares) que eu tenho, que provavelmente obtive através da mesologia?

 

 

Carências. Muito comuns na sociedade, existem diversos tipos de carências, como por exemplo a de tipo afetiva, a energética, a sexual, a intelectual e a de coragem. O nível e o tipo de cada carência variam de pessoa para pessoa. Sabe-se que uma das grandes origens da baixa autoconfiança, são as carências que podem ter origem paragenética, genética ou das influências da mesologia.

Reflexão. Você tem algum grau de carência afetiva, energética, sexual, intelectual ou de coragem? De onde surgiu essa carência? Qual desses três predomina mais em você? A origem paragenética, genética ou a mesologia? Quais traços fardos (traços negativos) que isso gerou em você que atrapalha em sua autoconfiança?

Superficialidade. Existe também uma autoconfiança superficial, ou autoconfiança falsa, pois é uma autoconfiança que vai se basear em meios externos, e não na sua própria capacidade. Ela pode ser derivada de 3 aspectos, listadas a seguir em ordem alfabética:

  1. Heteroaceitação. Neste caso a consciência procura indícios externos para que pensem bem dela, sendo uma busca constante por aceitação caracterizada na realidade por uma falta de auto-aceitação, de modo que a consciência busca nos outros aquilo que não tem. E caso os outros não pensem bem dela, a pessoa decide menosprezar o próximo, para assim se sentir segura. Existe também o caso das consciências que se fazem de vítimas para receber elogios, e se acharem especiais. Neste caso se colocam abaixo das outras pessoas e acham que os outros são superiores, desse jeito se fazem de vítima, para que os outros digam que ela é especial, para assim se autoafirmarem e terem elogios para acabarem se sentindo “melhor” dessa forma.
  2. Heteroimagem. A autoconfiança, quando baseada em uma heteroimagem, ou seja, hetero = externo, de fora, e imagem = representação da imagem que a pessoa tem de si baseada no que os outros pensam dela, possui seu valor vinculado ao externo e medido pela aprovação do grupo em que convive.
  3. Muletas. Este tipo se caracteriza pela consciência procurar ter autoconfiança através de meios externos fazendo disto como se fosse uma “muleta”, a qual sempre vai precisar para se “segurar”, ou seja, para sentir-se autoconfiante. Pode-se dizer também que seria uma autoconfiança compensiva. A partir do momento que a consciência não alcança o que planejou ou perde esta muleta, ocorre a frustração. Por exemplo: O jovem vai à academia para trabalhar seu corpo com a intenção de ficar musculoso, para assim adquirir autoconfiança. Essa autoconfiança vai ser baseada em meios externos, nesse caso o seu corpo. Vamos supor que este jovem sofra um acidente, e seu corpo nunca volte ao normal, então vai acontecer que essa autoconfiança vai ser quebrada e pode gerar uma frustração, pois ele tinha feito o corpo como uma muleta, o qual estava cheio de expectativas perante a isso.

Trafares. Eis abaixo outros exemplos de traços fardos (trafares), ou seja, traços negativos e ações emocionais desequilibradas que a consciência pode ter desenvolvido através da paragenética, genética ou mesologia (lembrando que, a consciência pode ter os 3 influenciando, mas um é o predominante).

Perfeccionismo                   Agressividade                               Maledicência

Ansiedade                             Dispersão                                      Traumas e fobias

Medo de críticas                 Vaidade                                         Autoculpa

Controle patológico            Manipulação                                 Arrogância

Competição                         Medo da interação social             Autocorrupção

Exibicionismo                     Medo desconhecido                      Dogmas

Desenvolvimento. O desenvolvimento e qualificação da autoconfiança é um processo demorado, que não vai ser mudado de uma hora para outra. Eis a seguir 6 maneiras para auxiliar no processo de desenvolvimento da autoconfiança sadia, listadas em ordem alfabética:

1.  Autoconsciencioterapia. A Consciencioterapia é a especialidade da Conscienciologia destinada ao estudo da terapia sob o enfoque do paradigma consciencial. Neste artigo podem ser encontrados diversas técnicas de autoconsciencioterapia que com toda certeza podem ajudar na autoconfiança (clique aqui para acessar o artigo).

2. Intencionalidade. Outro fator importante no desenvolvimento da autoconfiança é a intencionalidade. Antes de querer desenvolver a autoconfiança, é bom sempre se perguntar: Qual minha intenção no desenvolvimento da autoconfiança? É uma intenção saudável, assistencial, livre de carências? Ou é uma intenção patológica, com a intenção de “os outros me verem que estou melhorando?” Qual a real importância da autoconfiança para mim

3. Interação. Muitos jovens têm dificuldade em interagir com as outras pessoas no dia a dia, isso não ajuda em aumentar a autoconfiança, e sim pelo contrário, apenas prejudica. Uma forma prática de interagir com diversas pessoas é ter a seguinte intencionalidade: Eu posso conhecer essa pessoa, ajudar ela de alguma forma e também aprender coisas incríveis. Quais os traços força que ela tem que eu ainda não percebi? Quem tem dificuldade em interações sociais deve começar com coisas pequenas ações, como por exemplo: pedir uma informação no cinema sobre o horário do filme, comentar sobre o clima com alguém, pedir as horas, e assim por diante, utilizando pequenos assuntos que dão ganchos para começar uma boa conversa. Na experiência pessoal deste autor, através de pequenas interações com pessoas desconhecidas foi possível ajudar diversas consciências e também aprender muito, além de desenvolver habilidades sociais. Esta técnica, além de ajudar na autoconfiança, vai lhe ajudar também na comunicação e outras diversas qualidades que você pode adquirir com ela. Mas é sempre importante atentar para a intencionalidade, avaliando sempre a qualificação de sua intenção ao ir interagindo com desconhecidos e conhecidos para não criar vaidade, exibicionismo e outros traços negativos.

4.  Reconciliação. Refletir: o quanto eu ainda me encarrego de culpa de algum fato do passado? Para realizar a auto e hetero reconciliação, recomenda-se o livro Autocura Através Da Reconciliação, da autora Málu Balona. A seguir uma entrevista com a autora sobre o assunto:

 

 

5. Reconhecimento.  A positividade e o reconhecimento das ações positivas que o jovem faz ou já fez são muito importantes para o desenvolvimento da autoconfiança, ainda mais para o jovem que por não ter tanta experiência intrafísica, acaba achando que não fez muitas coisas importantes para sua evolução. É importante que reconheça todas as decisões e ações que você já fez e foram positivas para você, aprendendo a valorizá-las. No livro Autocura Através Da Reconciliação, já citado anteriormente, existe uma técnica que indica realizar uma lista de 100 autoafirmações realistas, que lhe darão mais gás, perante as ações do dia a dia.

6.  Traços. Quais os traços fardos (trafares), que eu tenho que são prejudiciais para minha autoconfiança? E quais os traços fortes (trafores) que eu tenho que podem me ajudar a superar estes traços e melhorar minha autoconfiança perante as decisões invexológicas? A seguir um vídeo a respeito da técnica:

 

 

Lembrete. A autoconfiança não quer dizer saber tudo e sim estar seguro que é capaz de aprender sempre coisas novas e compartilhar suas experiências por menor que sejam.  A partir deste artigo convido você leitor ou leitora, trabalhar a sua autoconfiança e explorar da melhor forma sua existência, que com certeza já incrível e ainda poderá ser mais! Como diz a frase: “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como viver.” (Johann Goethe)

 

 

Referências

 

  1. Arakaki, Kátia; Auto-estima e proéxis; Artigo; Conscientia; Revista; Vol. 5; N. 3; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; Julho-Setembro, 2001; páginas 98 a 106.
  2. Araújo, Ana Luiza de Carvalho; Bichara, Felippe Feres; & Araújo, Leopoldo Freitas; Perfeccionismo: Autoconhecimento e Desapego dos Ideais Perfeitos; Artigo; Conscientia; Revista; Vol. 18; N. 1; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; Janeiro-Março, 2014; páginas 48 a 58.
  3. Balona, Málu; Autocura Através da Reconciliação; 3ª Ed.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2009; páginas 103 a 107.
  4. Musskopf, Tony; Autenticidade (Intrafisicologia); Artigo; Conscientia; Revista; 5; N. 1; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; Janeiro-Março, 2011; páginas 03 a 21.
  5. Pedroso, Thatianna; Antiperfeccionismo na Invéxis; Artigo; Conscientia; Revista; Vol. 9; N. 2; 9(2): Centro de Altos Estudos da Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; Abril-Junho, 2005; páginas 187 a 193.
  6. Teles, Mabel; Profilaxia das Manipulações Conscienciais; 2ª Ed.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2011; páginas 63 a 74.
  7. Vicenzi, Luciano; Coragem para evoluir; 3ª Ed.; Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; 2012; páginas 40 a 72.

Bruno Bueno é estudante de Psicologia, voluntário do IIPC e integrante do Grinvex Caxias do Sul.

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