Namoro e Casamento ou Dupla Evolutiva?

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Namoro e Casamento ou Dupla Evolutiva?

Uma das principais mudanças ocorridas na fase de transição da adolescência é despertar da sexualidade. Biologicamente, esta passagem é oficialmente demarcada nas meninas pela primeira menstruação e nos meninos pela primeira ejaculação. Com o desenvolvimento da autonomia pessoal e diminuição da heteronomia com relação aos pais, inicia-se a puberdade, na qual a relação com o sexo oposto começa a gerar curiosidade e interesse.

Este período de descobertas quanto ao próprio corpo físico e ao corpo do outro é crítico, em especial devido à relativa inexperiência do jovem quanto à vida humana. Umas das condições necessárias é a informação adequada quanto à sexualidade, evitando tabus ou repressões e visando fazer a profilaxia da gravidez precoce, do aborto e da contração de doenças sexualmente transmissíveis.

Além da descoberta da sexualidade há também o equilíbrio da própria afetividade, envolvendo emoções e sentimentos atrelados ao envolvimento afetivo, tais como o amor romântico, a paixão, o medo, a frustração, a saudade, a euforia e a angústia. A carência afetiva é um dos principais fatores a ser superado pelo jovem, pois existe a necessidade de desenvolver o autoafeto pela definição da própria personalidade e a estima quanto a si mesmo, agora não mais dependendo do afeto externo vindo dos pais ou outrem.

 

 

A constituição de um casal é problema comum a todas as pessoas devido à necessidade de eliminação das carências afetivo-sexuais. Ao se iniciar a vida afetiva é comum as tentativas com níveis diferentes de compromisso devido ao momento evolutivo de cada parceiro. Em menor nível de comprometimento estaria a condição da ficação” ou ficar com, conduta predisponente à entropia afetiva pela promiscuidade. Quando a relação se desenvolve e há um nível maior de comprometimento e amor romântico, os parceiros fixam-se ao modo de namorados ou casal, propiciando o desenvolvimento de apoio mútuo, constância e intimidade.

Uma das condições a ser avaliada para constituição casal é o nível de afinidade existente entre ambos, sendo o ideal a manutenção de no mínimo 51% de ideias afins. O interesse principal a ser avaliado quanto ao percentual de afinidade é aquele relativo ao projeto de vida compartilhado pelos parceiros, visando atingir a condição de sinergia, na qual a soma de 1 + 1 é sempre maior que 2.

A sinergia do casal conduz a um nível maior de entrosamento, direcionando-os com o passar dos anos e aprofundamento da relação na possibilidade do casamento convencional ou da constituição da dupla evolutiva. O casamento convencional, de modo geral, apoia-se em valores externos aos parceiros ou nos valores da sociedade, tais como prestígio, status, dinheiro, beleza, fama e poder. Já a proposta da dupla evolutiva fundamenta-se nos valores da evolução intercooperativa a dois e da ampliação das possibilidades de assistência pelos parceiros. A dupla evolutiva é fruto do entrosamento de duas programações existenciais (proéxis), constituídas pelos projetos de vida em certos casos planejados antes do renascimento de ambos, visando o cumprimento dos objetivos existenciais magnos apreendidos nos Cursos Intermissivos, tais como a assistencialidade através do parapsiquismo e a geração de novas ideias libertárias por meio do esclarecimento.

Eis a seguir uma tabela contendo cotejo de 10 itens relativos às diferenças entre o casal convencional e o duplismo evolutivo:

Casamento convencionalDupla evolutiva
Convencionalismos mesológicosVanguardismos de ideias libertárias
Vínculo religioso / contratualVínculo consciencial
Tendência à acomodaçãoPropulsão da evolução conjunta
Foco no soma e no psicossomaFoco no energossoma e no mentalsoma
Almeja o sucesso intrafísico a doisAlmeja o completismo da proéxis a dois
Acobertamento de reciclagensCatálise de renovações íntimas
Maior nível de exigênciasMaior nível de concessões cosmoéticas
Quarto de dormirAlcova energeticamente blindada
Interesses meramente intrafísicosExercício do parapsiquismo a dois
Priorização das gestações humanasPriorização das gestações conscienciais

dupla evolutiva é uma forma de relacionamento afetivo-sexual fundamentada na monogamia e na antimaternidade lúcida, visando a condição de pesquisadores conjuntos e sócios evolutivos do destino proexológico escolhido. Por este motivo, é importante que cada parceiro da dupla tenha consciência do projeto de vida que deseja construir, haja visto que a dupla evolutiva não objetiva ter filhos ou gestações humanas, e sim dedicar-se a geração de novas ideias ou gestações conscienciais, que podem ser por exemplo na forma de cursos, livros e instituições interassistenciais, fixando-se no evolutivamente mais rentável.

 

 

Uma dica a quem deseja constituir uma dupla evolutiva exitosa é dedicar-se primeiramente a definição pessoal do próprio planejamento existencial e posterior construção de sua identidade interassistencial. Deste modo naturalmente irá relacionar-se com pessoas que se interessam pela mesma área de conhecimento ou especialidade a ser desenvolvida dentro do projeto de vida, constituindo, portanto, potenciais parceiros com maior possibilidade de afinidade para a constituição de uma dupla evolutiva. Outra dica é não esperar que se encontre aquela pessoa perfeita/ideal, e sim buscar assistir um potencial parceiro para ambos consigam constituir o duplismo evolutivo.

Para chegar à condição de maturidade afetiva, é necessário aos parceiros da dupla evolutiva a vivência de pelo duas condições:

  • Binômio admiração-discordância: saber admirar os pontos positivos e qualidades do parceiro e paralelamente discordar de suas imaturidades, em especial por meio do exemplarismo pessoal e evitando discussões desnecessárias, facilitando as reciclagens do casal.
  • Binômio diálogo-desinibição: abrir a própria intimidade e falar dos próprios desejos e anseios ao parceiro, atingindo um nível coerente de autenticidade e autoconhecimento mútuo, além de sexualidade ativa e renovadora.

Outro ponto essencial para a maturidade afetiva é a análise do percentual de afeto cobrado de si mesmo e dos outros, conhecido também como taxa afetiva. Ao auto-analisar os níveis de taxa afetiva cobrados e dedicados aos outros, a própria consciência com objetivos assistenciais tende a ter uma postura mais doadora ao invés de pedir para si. O vídeo a seguir expõe o conceito de taxa afetiva e a busca que as pessoas tem de valorização:

 

 

O ideal, no caso da dupla evolutiva, é que os dois parceiros realizem interassistência, doando e retribuindo um ao outro com baixa taxa afetiva, seja através de carinhos, presentes, ideias, gentilezas e outros pequenos detalhes do cotidiano. A principal doação no duplismo evolutivo é aquele de condiçãintelectual e esclarecedora, que propiciará uma nova forma de pensar ao parceiro com maior grau de autodiscernimento.

A dupla evolutiva com maturidade afetiva e sexualidade ativa possui pelo menos dois desafios avançados a serem vivenciados:

  • Díptico evolutivo: a realização de gestações conscienciais a dois, convergentes com o materpensene duplista. Link para tertúlia: https://www.youtube.com/watch?v=_4q2MrToHLs
  • Pentatlo duplista: a vivência de 5 modalidades conjuntas pelos dois parceiros do casal: invéxis, tenepes, epicentrismo, desperticidade e ofiex.

O casal na condição de dupla evolutiva pode ser considerado, portanto, uma condição essencial na inversão existencial, tratando-se de um laboratório cotidiano para vivência da fraternidade e objetivando atingir as condições de policarmalidade e megafraternidade a dois.

E você, leitor ou leitora, como encara os desafios avançados da constituição de uma dupla evolutiva? Já mapeou o seu grau de maturidade afetiva?

 

Referências Bibliográficas

 

  • Mascarenhas, Milena; & Hernandes, Vânia (orgs.); Projeto de Vida para Jovens; Epígrafe / UniAmérica, 2015.
  • Vieira, Waldo (org); Enciclopédia da Conscienciologia; tertúlias/verbetes: Díptico Evolutivo, Duplismo Invexológico, Materpensene Duplista, Oaristo, Pentatlo Duplista, Predisposição ao Duplismo, Reencontro Duplista, Senha Pré-Duplista, Taxa Afetiva.
  • Vieira, Waldo; Manual da Dupla Evolutiva. Editares, 1999.

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Pedro Borges é pós-graduado em Gestão de Pessoas, graduado em Música e acadêmico de Psicologia. Integrante do Grinvex Curitiba/Joinville.

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