O conjunto de artefatos do saber mais intelectualizante que existe até os tempos atuais, a Biblioteca, foi na antigüidade um grande foco de conflitos sociais. Segundo a História, as primeiras bibliotecas surgiram na Caldéia e no Egito. As maiores vieram depois: Atenas, em Alexandria com 700 mil volumes, e a de Pérgamo, com 200 mil pergaminhos.

Neste período antigo até a Idade Média, muitos volumes foram queimados em praças públicas. Salvaram-se as bibliotecas que permaneceram escondidas em locais como catacumbas. Devido a essas tragédias históricas, algumas culturas ficaram desconhecidas, pois todos os registros com inúmeros livros desapareceram nas fogueiras. Dentre os principais motivos desencadeadores deste tipo de atitude, destacam-se as ideologias bélicas e/ou religiosas, guiadas pela sonegação de informações, ou seja, ao povo eram negados os recursos do saber. Recursos estes acessíveis e reservados apenas aos nobres e sacerdotes.

Em contraste com esta época, o mundo moderno teve progressos sócio-culturais significativos. O abertismo consciencial se instalou no pensamento da Humanidade e, como prova, surgiram as primeiras bibliotecas públicas. Esse movimento começou nos Estados Unidos da América em 1731.

Hoje as bibliotecas dividem-se em nacionais, públicas, universitárias, escolares, infantis, especializadas e, mais recentes, as móveis que oferecem serviços a domicílio.

No Brasil, a maior delas é a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, onde é a pioneira da América do Sul, estando entre as 20 maiores do mundo, com 8.000.000 de volumes aproximadamente.

Antigamente a Biblioteca, como patrimônio cultural aplicada à preservação e evolução do pensamento humano, teve como adversária as fogueiras. Na atualidade tem como símbolo da anticultura, a mídia eletrônica, que na sua maioria, mais deforma do que informa às pessoas. Contudo a população tem maiores recursos para avaliar o mais sensato para todos. E tudo indica que a Biblioteca é o melhor meio para este despertamento coletivo, maduro e consciencial.

1. FERRAZ; Wanda. A Biblioteca. São Paulo: Livraria Freitas Barros S/A, 1957.
2. UNESCO, Jornal O Correio. Rio de Janeiro, Abril de 1985.

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