Já parou para pensar quando de fato se deixa a juventude e se entra no mundo adulto? A adolescência é uma fase “artificialmente” criada? Saiba o que caracteriza esse período e entenda seu histórico até aqui.

Histórico da Adolescência

Historicamente a juventude foi retratada como um momento de vida marcado por tormentos e conturbações vinculadas à emergência da sexualidade. Alguns teóricos representativos foram:

– Aristóteles (século IV), que descreveu os adolescentes como seres apaixonados, capazes de serem levados por seus impulsos;

– Shakespeare (1554-1616), retratou a visão dos adolescentes na obra Romeu e Julieta, cujas emoções e desejos descontrolados levaram a uma tragédia;

– Rousseau (século XVIII) destacou a instabilidade e o conflito emocional, mudanças biológicas e sociais acompanhadas de processos psicológicos, mudanças essas que corresponderiam a um renascimento após a infância.

A adolescência é uma fase de transição entre a infância e a vida adulta

Um destaque maior se dá ao pesquisador estadunidense Granville Stanley Hall (final do século XIX, 1844-1924), que foi considerado o precursor da Psicologia da Adolescência contemporânea a partir de sua publicação científica intitulada Adolescência, publicada em 1904.

Sua ênfase era na teoria biológica, baseada no desenvolvimento das espécies e na recapitulação do desenvolvimento do indivíduo. Para ele a adolescência era um período de transição universal e inevitável, era como um segundo nascimento, reconhecendo a influência da cultura somadas a valorização das diferenças individuais.

Ainda mais, a partir de Hall muitos outros teóricos do desenvolvimento humano expuseram suas teorias científicas acerca da adolescência, citando alguns deles: 

– Sigmund Freud (1856-1939)

– Jean Piaget (1896-1980)

– Margaret Mead (1901-1978)

– Erik Erikson (1902-1994)

Adolescência: invenção da modernidade?

A adolescência está caracterizada atualmente por um período de transição entre a puberdade e o estado adulto do desenvolvimento. Ela começa com mudanças corporais (puberdade: fenômenos fisiológicos e universal) e termina com inserção social, profissional e econômica na sociedade adulta.

Ademais, existe uma fase de preparação para a entrada no mundo adulto, caracterizada pela vida produtiva em sociedade. Não há um consenso exato para delimitar a adolescência, mas é universal haver um período de amadurecimento e mudanças fisiológicas demarcando a aquisição de um corpo diferente do infantil (puberdade). 

Além disso, o período que demarcará essa “preparação” juvenil para a vida de um adulto vai variar ao infinito conforme normas socioculturais no ambiente em que vive esse jovem.

A sociedade moderna ocidental de algum modo é responsável pela delonga dessa etapa, ampliando ou retardando a assunção da maturidade adulta, haja vista fenômenos psicossociais amplamente descritos como: filhos-canguru e síndrome do ninho vazio.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define adolescência como “um período biopsicossocial que compreende a segunda década da vida, ou seja, dos 10 aos 20 anos”. Esse também é o critério de adolescência para o Ministério da Saúde do Brasil e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) a adolescência está compreendida entre 12 e 18 anos.

Visão conscienciológica da juventude

Será que a transformação biológica ocorrida da puberdade confere amadurecimentos emocionais e comportamentais também?

Certamente, as transformações físicas não são suficientes para garantir o amadurecimento emocional, comportamental e quiçá consciencial, considerando aqui o Paradigma Consciencial.

De outra forma, uma série de teorias psicológicas conferem embasamento teórico para explicar comportamentos imaturos na juventude, exemplificando: é na procura por reconhecimento que o adolescente é seduzido a se engajar por caminhos tortuoso e quando tenta se integrar na realidade se marginaliza opondo-se às regras da comunidade em que vive.

A Conscienciologia compreende a pré-adolescência entre os 10 e os 15 anos de idade, ocorrendo a puberdade e todas as alterações biológicas inerentes ao processo hormonal. 

A adolescência é compreendida entre os 15 e os 20 anos de idade e é um período em que se está mais exposto a influências do corpo físico, meio em que se vive, é um período de escolha profissional, além do início de relacionamentos afetivo-sexuais. 

Portanto, a juventude é uma fase crítica em que a consciência precisará transpor essas barreiras fisiológicas, o cérebro com predomínio instintual ainda, e as questões mesológicas, por exemplo tradicionalismos, padrões pré- estabelecidos e que podem divergir daquilo que a consciência se programou para fazer na vida antes de nascer.

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Relação entre técnica da invéxis e adolescência

A técnica da inversão existencial é uma ferramenta prática a ser utilizada desde a juventude. Para aquele jovem que sente responsabilidades para além de viver e curtir a vida atual, auxilia na superação das imaturidades e na antecipação da maturidade consciencial. 

É a técnica de planejamento máximo da vida humana, fundamentada na Conscienciologia, aplicada desde a juventude, objetivando o cumprimento da programação existencial ou propósito de vida, e exercício precoce da assistência e a evolução. (veja artigo: qual seu propósito de vida?)

Trata-se de um senso íntimo de que há uma programação existencial ou uma missão de vida que vai além dos aspectos postos pela sociedade como normal ou esperado para um adolescente.

Por outro lado, você já deve ter ouvido frases como essas: “aproveita enquanto é novo”, como se o fato de ser jovem desse um aval para fazer bobagem sem grandes consequências, ou ainda, “você é jovem, isso é coisa da idade”, justificando os erros grosseiros pelo simples fato de o sujeito ser adolescente. 

O que a invéxis propõe

A invéxis propõe exatamente o contrário, ir precocemente no contrafluxo das bobagens sociais e trazer à tona, propositadamente, sua melhor versão consciencial, assumindo responsabilidades perante a própria evolução e se engajando em prol da interassistência tarística.

Como também, a invéxis parte do princípio de que não é necessário aguardar a meia idade, maior maturidade biológica, estabilidade financeira para então conhecer a si, refletir e fazer escolhas sobre suas prioridades evolutivas, promover assistência além do grupo familiar e de amigos.

Além do mais, a técnica é realizada sem influência de dogmas, religião, misticismos, doutrinas, ideologias político-partidárias ou outros compromissos escravizantes, tolhedores de liberdade de ideias e de expressão.

O aplicante da técnica da invéxis não faz automimeses dispensáveis, escolhe priorizar a evolução consciencial e abrir mão de repetições de erros e posturas imaturas repetidas em várias vidas humanas. Se liberta de engodos e tradicionalismos da sociedade.

Toda a base da invéxis está no paradigma consciencial, ou seja, o inversor faz escolhas evolutivas envolvendo a vida humana e também a vida multidimensional, com domínio de bioenergias, promovendo autodesassédio para bancar níveis de trabalho intra e extrafísicos mais densos sem adoecer junto do trabalho. Mantendo sua autodesassedialidade de modo lúcido.

Porém, a temática paradigma consciencial é assunto para um próximo bate-papo, acompanhe nosso site e poderá aprofundar nesses temas.

Gostou? Leia também: É possível ser maduro desde a juventude?

Referências bibliográficas

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