Contexto. A motivação para a escrita do artigo Despertometria começou a partir do interesse pela autoavaliação da desperticidade e da autopesquisa desse autor em relação à possibilidade de assunção da autodesperticidade, em 2013. Há pelo menos 10 anos, este autor estuda o tema desperticidade, principalmente nas correlações com o tema Inversão Existencial, abordados em mais de 10 artigos e livro em coautoria. No entanto, a hipótese pensada, em anos anteriores, seria a possibilidade de vivenciar a desperticidade apenas após a terceira idade. Um fato ocorrido em 2013 mudou a autoimagem e, principalmente, as perspectivas quanto à assunção da desperticidade. 

Fato. No dia 11 de maio de 2013, durante o evento semanal chamado de Círculo Mentalsomático, no Tertuliarium (CEAEC), três nomes foram levantados e debatidos em relação ao percentual de desperticidade, entre os quais, este autor. A partir deste fato, iniciou-se autopesquisa ostensiva sobre a possibilidade de assunção da autodesperticidade, a curto prazo, buscando levantar bibliografia, infografia, filmografia (vídeos de cursos, aulas, verbetes etc).

Autopesquisa. Durante um período de 6 meses, além da revisão bibliográfica sobre o tema desperticidade, este autor buscou refazer a autoconscienciometria através do Conscienciograma e o curso Conscin-Cobaia; aprofundar mais sobre o temperamento, as distorções cognitivas quanto a autoimagem e autocorrupções a partir da Consciencioterapia.

Cosmoética. Outro ponto relevante que merece ser destacado na autoavaliação da desperticidade é a revisão, atualização e aprofundamento do Código Pessoal de Cosmoética (CPC). Tal atitude foi necessária devido ao automonitoramento pensênico realizado diariamente a partir da data já referida.

Metodologia. Os dados utilizados nesta autopesquisa foram obtidos através de estudos e experimentações pessoais ao longo de 8 meses, do primeiro mês com as revisões bibliográficas sobre o tema; passando pelo quinto mês, quando este autor assumiu publicamente a autodesperticidade; até hoje, na busca pela consolidação desta condição. O teste de mensuração aqui proposto é resultado justamente dessa autopesquisa, levando em consideração os itens essenciais da desperticidade. Portanto, tudo o que foi proposto nesse artigo pode e deve ser aprofundado.

Definição e Contextualização

Definição. O ser desperto (des + per + to) é a conscin desassediada permanente total, homem ou mulher, autoconsciente da própria qualidade de desperticidade, dentro das tarefas de liderança interassistencial, atuando na condição de isca intra e extrafísica, assistencial, lúcida, através da prática diária da tenepes ou da tarefa energética pessoal de solidariedade (VIEIRA, 1994).

Verbete. O estudo pessoal sobre a Despertometria foi apresentado pela primeira vez no dia 15 de setembro de 2013, em Tertúlia Conscienciológica, através de um verbete sobre o tema. A ideia foi debater e apresentar uma proposta inicial que foi útil para o autor e poderia ser também aplicado aos demais interessados no tema. 

Planilha. Posteriormente à apresentação do verbete Despertometria, o professor Flávio Buononato, coordenador do Instituto Cognopolitano de Geografia e Estatística (ICGE), desenvolveu uma planilha, com base no questionário presente também neste artigo, onde, em uma planilha de Excel, a pessoa interessada em fazer a autoavaliação da desperticidade pessoal pode dar notas, de 1 a 5, em cada questão proposta. Ao final, a planilha gera a nota total e o percentual de autodesperticidade já atingido. 

Ponderação. É claro que tal instrumento, ainda recente, não deve ser visto com precisão matemática absoluta, mas como uma possibilidade de mensuração inicial da autodesperticidade. Ou seja, trata-se de um recurso auxiliar na autopesquisa e autoavaliação da assunção da desperticidade. A planilha encontra-se no seguinte endereço na internet: http://www.icge.org.br (Data Base: 2020), no menu Planilhas de Autopesquisa. A tertúlia com o debate sobre o tema também está disponível na Internet através do YouTube. (Assista à tertúlia >>verbete Despertometria)

autoavaliação da desperticidade

Autoavaliação do nível de desperticidade

Nota. Abaixo serão apresentados 45 itens visando a autopesquisa, autoavaliação e o posicionamento pessoal em relação ao percentual de desperticidade pessoal. Inicialmente, sugere-se avaliar cada item dando uma nota de 1 (péssimo) a 5 (excelente). Depois dessa avaliação quantitativa, selecione os itens que mais se destacam, seja por notas boas ou ruins, fazendo um aprofundamento qualitativo dessas questões.

Autoidentificação. A ideia básica é que este instrumento sirva para a pessoa identificar quais os traços alavacam positivamente a sua personalidade rumo à desperticidade e, ao mesmo tempo, quais os traços são os travões da autodesperticidade.

Taxologia. Considerando a Despertologia, eis pelo menos 45 traços ideais relacionados diretamente a condição de desassediado permanente total (desperticidade), em ordem alfabética, sendo importantes para autoavaliação da conscin interessada:

01.  Acoplamento. Instalação voluntária, quando necessária, do acoplamento áurico terapêutico, incluindo as assimilações simpáticas (assins) de energias conscienciais.

02.  Afetividade. Afeição e interesse sincero por outras consciências, independentemente do nível evolutivo.

03.  Amizade. Cultiva rede de amizades produtivas, plurais, com raízes intermissivas e multiexistenciais.

04.  Anticomocionalismo. Autocentramento consciencial assentado no cumprimento dinâmico da proéxis, eliminando as reações emocionais imaturas, infantis e caprichos pessoais.

05.  Anticonflitividade. Harmonia intraconsciencial e interconsciencial a partir da eliminação das autocorrupções e do esforço autêntico para ampliar a compreensão de outrem.

06. Atenção. Tendência de manter o foco da atenção pessoal para além do ego, ou seja, em outras consciências, seja individual ou coletivamente.

07.  Autenticidade. Transparência, glasnost e sinceridade cosmoética nas manifestações cotidianas, fruto da eliminação do medo e das autodefesas irracionais.

08.  Autoconfiança. Ausência de dúvidas proexológicas mortificantes e confiança em relação à procedência pessoal extrafísica.

09.  Autoconscienciometria. Reconhecimento autocrítico de trafores, trafares, trafais, incluindo o megatrafor pessoal, buscando a convergência com materpensene pessoal.

10.  Autoconsciencioterapia. Manutenção da saúde holossomática através do polinômio autoinvestigação-autodiagnóstico-autoenfrentamento-autossuperação.

11.  Autocrítica. Autocrítica permanente quanto às ações pessoais na convivialidade, manifestações e reações íntimas no dia a dia.

12.  Autodesassedialidade. Autodecisão de enfrentar e superar às pressões assediadoras intra e extrafísicas, mantendo-se em condição homeostática.

13.  Autodesdramatização. Capacidade de desdramatizar os erros e os trafares pessoais, sem leniência, buscando objetivamente aprender com a experiência, ir em frente sem repeti-los. 

14.  Autodidatismo. Tendência para buscar conhecimento, por si mesmo, em todas as fases da vida humana.

15. Autoincorruptibilidade. Lisura e incorruptibilidade da conscin buscando não pensenizar anticosmoeticamente contra outras consciências.

16.  Autoposicionamento. Capacidade de posicionar-se com franqueza, transparência interassistencial, sem dissimulações anticosmoéticas ou preocupações com a autoimagem.

17.  Autoprioridade. Inteligência evolutiva evidente nas autoprioridades e conquistas evolutivas, evitando melin e melex consequentes muitas vezes de pequenos adiamentos, tornando-se mais tarde desvios de proéxis.

18. Bom humor. Alegria, ânimo, otimismo e disposição sincera, motivados pelo trabalho útil a outras consciências.

19.  Convívio. Convivência sadia com os compassageiros evolutivos, seja da família nuclear ou consciencial, sem conflitos arraigados nas interrelações pessoais.

20.  Cosmoética. Aplicação sincera do código pessoal de cosmoética (CPC) em constante revisão e progresso.

21.  Discrição. Convicção e confiança do efeito das vitórias íntimas silenciosas, discretas, refletidas principalmente nas energias pessoais.

22. Desassim. Capacidade de desassimilação de energias doentias, patológicas, através da vontade e das manobras energéticas.

23.  Duplismo. Definição e manutenção sadia de relacionamento afetivo-sexual produtivo, vínculo estabelecido em condições harmônicas e estáveis com finalidade interassistencial e evolutiva.

24.  Energossoma. Autoconfiança e desenvoltura quanto a aplicação cosmoética das energias do energossoma.

25. Epicentrismo. Atuação na condição de minipeça do maximecanismo interassistencial e de liderança multidimensional, cosmoética, através da autoconsciencialidade teática.

26.  Estado Vibracional. Autodeterminação e desenvoltura quanto ao EV.

27.  Força presencial. Presença notável, aglutinadora ou magnetismo pessoal homeostático, centrífugo, aplicado à interassistencialidade.

28.  Hábitos. Manutenção de hábitos sadios e rotinas úteis com foco nas gescons e demais produções evolutivas.

29.  Imperturbabilidade. Atitude ou estado da conscin tranquila, eutímica, centrada, autoconsciente e inabalável, se sentindo em harmonia e estável com ela própria e com as demais consciências.

30.  Interassistencialidade. Autoconvicção lúcida da assistencialidade interconsciencial na condição de primeiro item da Evoluciologia.

31.  Intermissibilidade. Reconhecimento autocrítico da condição de aluno efetivo de Curso Intermissivo (CI), no último período entre vidas.

32.  Isca Consciente. Autoconvicção plena, tranquila, de ser utilizado como isca para assistência à conscins e consciexes enfermas.

33.  Macrossoma. Se portador de macrossoma, identifica, mantém e aproveita, de modo inteligente, os potenciais específicos desse instrumento na proéxis.

34.  Ortopensenidade. Predomínio da autopensenidade cosmoética, fraterna, retilínea, incluindo a própria imaginação e onirismo. 

35.  Parapsiquismo.  Habilidade parapsíquica desenvolta, a partir do domínio do EV, permitindo a instalação de campos energéticos homeostáticos e terapêuticos.

36.  Profissão. Escolha e manutenção de carreira profissional cosmoética, interassistencial, possibilitando também autonomia econômico-financeira digna, sem heterodependências espúrias. 

37.  Racionalidade. Maturidade quanto ao emprego do mentalsoma, do discernimento, embasando as decisões evolutivas.

38.  Reciclagem. Mudança do temperamento para melhor, dinamizando a autevolução através da criação de neossinapses comportamentais maduras.

39.  Refratariedade. Manutenção de refratariedade ou aversão às energias patológicas, sem esquecer do trinômio acolhimento-orientação-encaminhamento.

40.  Sinalética. Identificação, empírica e técnica, das sinaléticas parapsíquicas pessoais, com autoconfiança para aplicações úteis. 

41.  Somática. Zelo em relação ao corpo físico visando à longevidade intrafísica, lúcida, interassistencial (atividade física, alimentação saudável, sono tranquilo, entre outros).

42.  Tenepes. Prática da tarefa energética pessoal (tenepes) em progressão constante, com foco na instalação da ofiex.

43.  Sexualidade. Vida sexual ativa, sadia, monogâmica, sem excessos, castrações ou recalques, no contexto da dupla evolutiva.

44.  Voluntariado. Tendência ao trabalho voluntário, visando auxiliar, esclarecer e dar suporte às consciências.

45.  Zooconvivialidade. Interação positiva, interassistencial, sadia com os demais princípios conscienciais.

Percentual

Desperticidade não é perfeição, mas 50% da Serenologia. Importa à conscin interessada em investir na autodesperticidade avaliar, com autocrítica, qual o percentual de erros cometidos em relação a cada item descrito acima. Além disso, principalmente, assumir o percentual de autodesperticidade já conquistado até o momento nessa vida humana.

Tabus

Considerando a Autodiscernimentologia, é relevante o predesperto eliminar as distorções e os tabus pessoais sobre a desperticidade durante a autoavaliação, por exemplo, estes 10 listados, em ordem alfabética, frequentes em conscins jejunas no estudo da Despertologia:

01.  Assepsia. O ser desperto evita pessoas, locais e objetos com assédios ou energias patológicas.

02.  Autoexclusão. O ser desperto é uma condição muito distante, mesmo para quem reconhece ter curso intermissivo.

03.  Candura. O ser desperto possui necessariamente a mesma candura encontrada em muitos dos santos e grandes nomes da tacon.

04.  Crítica. O ser desperto não faz heterocríticas, não julga ninguém, pois deseja sempre o melhor para todos.

05.  Emocionalidade. O ser desperto possui como principal característica o amor incondicional.

06.  Heteroaprovação. O ser desperto precisa da aprovação ou da admiração de todos da zona de convívio pessoal.

07.  Heteroassédio. O ser desperto não tem heteroassédio, pois já eliminou todos os autoassédios.

08.  Omniheterodesassédio. O ser desperto consegue eliminar todo tipo de assédio ao redor, incluindo das pessoas mais próximas no convívio.

09.  Parapsiquismo. O ser desperto já domina todas as áreas do parapsiquismo.

10.  Perfeição. O ser desperto não comete erros e já desenvolveu a maioria dos atributos conscienciais.

Distorções

A maioria desses tabus funciona como autossugestões dogmáticas, crenças irracionais e autoassédios impedidores do desenvolvimento evolutivo pessoal, decorrentes muitas vezes da autossubestimação, distorções cognitivas e do ranço religioso ainda existente na intraconsciencialidade.

Alcance

A autodesperticidade está ao alcance de toda conscin intermissivista, contudo exige vontade granítica, autorganização, destemor, eliminação de autoconflitos irracionais e comocionalismos.

Conclusões

Megadesafio. Buscou-se nesse artigo apresentar itens para autopesquisa, em especial para aqueles que objetivam o megadesafio da assunção da autodesperticidade em 3 anos. Os pontos levantados foram aplicados pelo autor visando a mensuração pessoal da autodesperticidade. 

Convite. Este material aqui apresentado é apenas o ponto de partida visando a autoavaliação franca e sincera do nível de desperticidade pessoal. Vale a pena ao interessado aprofundar essas questões a partir de outros recursos disponíveis na Conscienciologia, por exemplo, as atividades da Conscius, em especial, o curso Conscin-Cobaia; as atividades da Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC), em especial, a Consciencioterapia; o código pessoal de cosmoética, que pode ser desenvolvido a partir de conteúdos disponíveis em diversos cursos das Instituições Conscienciocêntricas (ICs).

Invéxis. Também é valido lembrar e ressaltar, a importância do voluntariado e da docência nas Instituições Conscienciocêntricas, além da aplicação da técnica da Invéxis no desenvolvimento e na mensuração da autodesperticidade.

Planejamento. E para finalizar, fica o convite também para o leitor ou a leitora determinarem, a partir da autopesquisa, qual a escala pessoal em relação à autodesperticidade (de 0 a 100%). Se ainda não é 100%, o que falta ou quais são os travões da autodesperticidade, além de realizar um planejamento pessoal para alcançar esta condição.

Leia também >> Três traços para desenvolver a Desperticidade

Referências Bibliográficas:1. Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 40 seções; 100 subseções; 700 caps.; 147 abrevs.; 1 cronologia; 100 datas; 1 E-mail; 600 enus.; 272 estrangeirismos; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994; páginas 734 a 748.