Em sua opinião o bullying pode levar à morte? Já ouviu falar do caso Ryan?

Como se dá o bullying

Ryan Patrick Halligan vítima de bullying em 2003 nos Estados Unidos
Fonte: Google Imagens

O jovem estadunidense Ryan Patrick Halligan se suicidou em 2003 e o motivo foi descoberto pela família tempos depois, quando a mãe foi mexer em suas redes sociais. 

Antes disso, o jovem vinha sendo vítima de bullying há pelo menos quatro anos devido a dificuldades acadêmicas, a princípio nenhuma novidade para os pais que faziam de tudo para ajudá-lo a lidar e superar essa condição.

No entanto, de uma hora para outra Ryan parou de se queixar das agressões na escola e desenvolveu amizade com o principal autor das agressões. Os pais acharam um pouco estranho mas viam o filho emocionalmente melhor porque estava conseguindo se sentir incluído na turma, então se despreocuparam. Porém na sequência, veio o suicídio do jovem.

Em resumo, o que ocorreu foi que os colegas de escola armaram uma emboscada virtual para Ryan: uma colega de sala iniciou um bate papo, demonstrando interesse afetivo no jovem. Quando eles pareciam apaixonados na troca de mensagens, a jovem o expôs ao ridículo publicamente, o humilhando e dizendo que jamais ficaria com um perdedor como ele.

Isso foi parte do plano de cyberbullying encabeçado pelo menino (antigo autor das agressões) que se dizia agora seu amigo.

Sem dúvida que esse é um caso com desfecho extremo em que o alvo do bullying acabou não vendo outra saída que não fosse o suicídio. Nem todos os casos encerram assim, mas grande parte dos casos leva os envolvidos a sofrimento e marcas emocionais importantes.

Afinal, o que caracteriza o fenômeno do bullying?

É a prática de atitudes agressivas e de intimidação entre jovens com características específicas:

1-O autor tem noção de que sua ação causará dano ou perturbará o alvo;

2-Não há motivo evidente para a agressão;

3-As ocorrências são repetitivas se presenciais, ou evento único, se em ambiente virtual;

4-Há clara dificuldade do alvo de se defender das agressões, seja por desvantagem em números (mais autores do que alvo) ou psicossociais (quanto a diferença de autoconfiança, autoestima, popularidade no grupo);

5-A natureza das atitudes visa humilhar e intimidar o alvo (apelidos, deboches, difamação, ameaças, pegar material de uso pessoal para danificar, jogar na pessoa ou fazer ela correr atrás para busca-lo, ou ainda excluir de conversas ou atividades do grupo social ao qual todos pertencem, entre outros).

Todos os envolvidos têm relação com o fenômeno do bullying, seja ele o autor, o alvo ou mesmo o espectador da ocorrência. Há casos em que o espectador acaba até incentivando o bullying.

Visão da Conscienciologia

A Conscienciologia é a ciência que estuda a consciência, que é o nosso princípio inteligente. Através da ótica do paradigma consciencial podemos analisar qualquer fato relativo a consciência, tal qual faremos com esse processo do bullying.

Todo contexto envolvendo o bullying demonstra a manifestação dos traços mais espúrios e fracos da consciência, posto que é muito provável que esteja no período de intenso subjugo do subcérebro abdominal, do porão consciencial, deixando vir à tona os instintos de bicho pré-humano.

Somado a isso tem-se que considerar o histórico das várias vidas anteriores das consciências envolvidas nesses casos, ocupando diferentes papéis no fenômeno, mas todos de algum modo envolvidos e acometidos por alterações devido a imaturidade e a preponderância do porão consciencial.

Bullying versus Técnica da Invéxis

A técnica da invéxis oferece subsídio para que o jovem possa superar precocemente a manifestação preponderante do seu porão consciencial, através de um esforço consciente para recuperar lucidez da sua consciência, lucidez que recuperou durante o curso intermissivo, antes de nascer, mas acabou se perdendo devido ao restringimento da sua consciência na condição de humano quando renasceu.

O bullying está fora da rota de interesses e envolvimentos do jovem inversor lúcido.

Bem ao contrário, ele pode tentar ajudar, por exemplo, primeiro trabalhando suas energias para se manter homeostático e lúcido, depois auxiliando em atividades de integração na escola, sugerindo aos responsáveis que se trabalhe a temática no ambiente escolar, esclarecendo os colegas sobre dicas e maneiras de sermos mais úteis uns aos outros, enfim, com aquilo que estiver a seu alcance, puxando para si algum nível de responsabilidade que já possa exercitar localmente.

Campanha da Unicef contra o bullying
Fonte: Campanha Unicef/Safernet www.safernet.org.br

Há muitos materiais disponíveis para orientar os interessados, tal como a campanha da Unicef em parceria com a Safernet.

Entenda melhor como a fase do porão consciencial funciona e maneiras de superá-lo precocemente acessando aqui.

Leia também A Amizade e os Reencontros de Intermissivistas na Juventude

Referências bibliográficas

BRASIL. Casa Civil.  Lei nº 13.185 de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Brasília, 2015.

HALLIGAN, John. Ryan’s Story. Site acerca da campanha de esclarecimento antibullying. Disponível em: www.ryanpatrickhalligan.org. Acesso em: 29 dez. 2019.

MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA. Bullying Não é Brincadeira. Cartilha. Junho, 2009.SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Bullying. Guia Prático de Atualização. Departamento Científico de Saúde Escolar. n. 3, novembro de 2017.