Será que todas as amizades são amizades verdadeiras? Você já refletiu sobre a qualidade das suas amizades?

Confira abaixo uma reflexão sobre os tipos de amizades, suas características e como desenvolver amizades evolutivas.

Amizades na juventude

Primeiramente, para entendermos mais sobre amizades, eis 2 citações de Marcus Tullius Cícero (106 aec – 43 aec), filósofo da Roma Antiga, sobre o tema da amizade:

“A diversidade dos gostos desune as amizades.”

“A amizade foi dada pela natureza para ser auxiliadora e coadjutora das virtudes sociais, e não companheira dos vícios.”

Amizades verdadeiras: as amizades evolutivas na Juventude. Imagem de amigos conversando.

Na juventude ocorre uma forte influência dos grupos de amigos, devido à condição de transição entre a infância e a adultidade, em que o jovem inicia a definição mais clara da própria personalidade e a descoberta da sexualidade. Assim, muitas vezes nesse processo ocorre a negação dos pais e a busca de novas visões de mundo, e neste momento a horizontalidade das interrelações de amizade adquire um papel importante, podendo deixar marcas tanto negativas quanto positivas através do exemplarismo.

Por outro lado, em geral, na adolescência também manifesta-se de modo mais intenso o porão consciencial, ou os resquícios dos traços-fardo (trafares) advindos de outras existências e ainda não superados pela consciência, devido ao turbilhão hormonal que acomete o jovem e também pela carência de afeto, antes relacionado aos pais. Dessa forma, nessa nova fase é necessário que a própria consciência retroalimente sua auto-estima e ganhe autonomia.

Por isso, torna-se importante a análise dos tipos de amizade para evitar a criação de interprisões grupocármicas ou desvios da programação existencial, justamente na juventude, fase crítica de aprendizado e de definições na existência.

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Amizades Comuns

Na amizade comum existe afinidade ou afeição, porém baixo nível de intimidade. Por isso, pode ser chamada também de amizade vulgar, em que há um vínculo de utilidade ou interesse. Alguns exemplos:

  • Amizade de infância
  • Amizade recente
  • Amizade superficial
  • Amizade virtual
  • Colega de estudo ou trabalho
  • Conhecido

Em suma, geralmente os vínculos de amizade iniciam por uma amizade comum e depois desenvolvem-se em outros tipos de vínculo.

Amizades Evitáveis

Já as amizades evitáveis são aquelas na qual a afinidade é monopolizada somente pela diversão e o lazer, desviando o foco principal dos objetivos de vida. Por isso, não há compromisso verdadeiro e na maioria dos casos o resultado é prejudicial ou tóxico devido a condutas anticosmoéticas. Exemplos:

  • Amigo da onça
  • Amigo de bar
  • Amizade colorida
  • Amizade de aparências
  • Amizade duas caras (bifronte)
  • Amizade sociosa
  • Bajulador (interesseiro, puxa-saco)

As amizades evitáveis não devem ser excluídas do círculo de convivência, mas precisam ser renovadas através do posicionamento cosmoético e da evitação de acumpliciamentos. Assim, em muitos casos torna-se necessária a técnica da separação unificadora, em que a diminuição da convivência implica no melhor para todos.

Por isso, vale a reflexão sobre os questionamentos: eu ainda considero amizades evitáveis como amizades verdadeiras e de qualidade? Eu ainda cultivo alguma amizade evitável? Por quais motivos?

Amizades Evolutivas

Por fim, há as amizades evolutivas têm como base o paradoxo amizade-debate e o binômio admiração-discordância, conciliando tais condições. Assim como, preconiza a interassistencialidade através da sinceridade e esclarecimento, visando o sinergismo dos traços-força (trafores) e superação dos trafares. Em geral, possui vínculo positivo multimilenar (vidas passadas). Tipos:

  • Amizade intelectual
  • Amizade intermissivista (do período intermissivo, entre vidas)
  • Amizade invexológica
  • Amizade raríssima (aqueles mais lhe ajudaram nesta vida)
  • Amizade sadia
  • Amizade verdadeira
  • Paramizade (amparador extrafísico)

Dessa forma, uma técnica útil no desenvolvimento deste tipo de amizade é a de imitação do comportamento maduro, no caso, buscando aprender com os trafores dos amigos evolutivos e também auxiliá-los nas autossuperações. Por isso, pode-se considerar as amizades evolutivas como sendo as reais amizades verdadeiras dentre todos os tipos.

Nesse sentido, Leonardo Schneider, especialista no tema Amizades Evolutivas, comenta mais a respeito no vídeo a seguir:

Do mesmo modo, uma fonte rica de amizades evolutivas é a atuação no Grinvex – Grupo de Inversores Existenciais, um grupo de pesquisa e debate sobre a técnica da inversão existencial. A seguir, Thiago André explicita como realizar a reciclagem das amizades ociosas em prol das amizades evolutivas:

Uma forma de analisar as próprias amizades é listar todas as pessoas de sua convivência em uma folha em branco, e logo após buscar classificar cada amigo de acordo com a taxologia acima. Posteriormente, elencar quais ações podem ser realizadas para cultivar tais amizades: aproximar-se mais de alguém, diminuir o vínculo com determinada companhia, conhecer mais o microuniverso de cada consciência. Ao mesmo tempo, tal intervenção deve ter como base a ampliação do senso de fraternidade consciencial.

E você, leitor ou leitora, em qual nível identifica a qualificação das próprias amizades? Já vivencia de modo predominante as amizades evolutivas?

Referências

  1. Alberoni, 1989. A Amizade. Editora Rocco.
  2. Carnegie, 2013. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Editora IBEP Nacional.
  3. Dantas, Maria das Graças. 2003. Amizade Parasíquica. Anais do IX CINVÉXIS.
  4. Nonato, Alexandre al. 2011. Inversão Existencial. Páginas 141 e 142. Editares.
  5. Schneider, 2014. As Amizades no Contexto da Invéxis. Anais do XI CINVÉXIS. Disponível neste link.