Conheça os três traços para você desenvolver sua desperticidade

Como não sofrer mais assédios?

Antes de discutirmos os elementos que promovem o desenvolvimento da desperticidade, cabe estabelecermos em que consiste esse conceito.

Desperticidade é a qualidade da condição de desperto. Desperto, por sua vez, é acrônimo para desassediado permanente total, que constitui um dos níveis da escala evolutiva das consciências. E o que caracteriza a consciência que alcançou esse nível evolutivo?  A consciência deixa de ter autoassédios e não mais se deixa contaminar pela pensenidade doentia alheia. Ou seja, mantém a ortopensenidade, evitando não só a contaminação com energias, emoções e pensamentos externos patológicos, mas também a produção pessoal de patopensenes.

Essa condição serve à qualificação da interassistencialidade.

Para alcançar a desperticidade é necessário eliminar toda espécie de assédio, e para isso, é primordial a eliminação do autoassédio, através, por exemplo, da assunção do hábito da pensenização organizada e positiva e do aprofundamento da autopesquisa, visando o conhecimento dos conflitos intraconscienciais.

A superação do autoassédio e o desenvolvimento da desperticidade dependem, principalmente, de três conquistas evolutivas da consciência: do domínio das bioenergias, da autorretidão cosmoética e da anticonflituosidade.

Segundo o verbete “tríade da autodesperticidade”, da Enciclopédia da Conscienciologia, esses traços representam a essência da desperticidade. Podemos ainda compreender a desperticidade como a ortopensenização predominando nas manifestações da pessoa. É o que vai fundamentar o autodesassédio. A seguir comentamos esses três traços:

1. Domínio bioenergético

Por que você acha que tanto se fala em Estado Vibracional na Conscienciologia? Por que é o primeiro passo para a conscin dominar as próprias energias.

Por meio do domínio das bioenergias ocorre o desenvolvimento da autodefesa e o emprego sadio das próprias energias. A desperticidade é insustentável sem o equilíbrio entre todos os veículos de manifestação, a partir de hábitos saudáveis e pararrotinas úteis. Essas são as bases da profilaxia do autoassédio. Isso porque cria um ambiente íntimo saudável, onde podemos desenvolver o equilíbrio na manifestação pessoal.

O mapeamento das sinaléticas energéticas parapsíquicas pessoais também é procedimento que auxilia na desperticidade. Elas antecipam a identificação de padrões energéticos sadios ou doentios, alertando a pessoa de suas companhias extrafísicas no dia a dia, e facilitando o encaminhamento assistencial.

E aí, o quanto falta para você dominar as suas energias? Você mantém o hábito regular da desassim?

2. Autorretidão Cosmoética

Com a autorretidão cosmoética a consciência adentra o fluxo do cosmos, balizando a ortopensenidade.

A autorretidão cosmoética é produto do esforço pessoal em eliminar as autocorrupções mais grosseiras, aplicar o conhecimento adquirido e qualificar a intencionalidade visando a retidão do comportamento.

No nível evolutivo em que a maioria desse planeta se encontra, não é possível conceber a conduta absolutamente cosmoética, mas aqueles que vislumbram a inteligência evolutiva e a autoconscientização multidimenssional já possuem as condições para erradicar de seu cotidiano aqueles erros anticosmoéticos mais grosseiros. Isso é expressão da busca pela autocoerência, ou seja, a adequação entre os conhecimentos e as atitudes da consciência.

A fonte para alcançar esses resultados é a intenção sincera de acertar. Você está com seu Código Pessoal de Cosmoética em dia?

3. Anticonflituosidade

A anticonflituosidade é resultado da autocrítica, do questionamento sincero sobre as causas dos conflitos íntimos. Isso se alcança pela reflexão sobre as próprias reações no dia a dia e pelo autoconhecimento proporcionado pela autopesquisa. Ela também tem ligação íntima com a ortopensenidade.

O conflito é não só inevitável, mas necessário à evolução, já que exige a sua resolução pela consciência, que aí terá a oportunidade do aprendizado. A ignorância dos próprios conflitos não permite darmos direção evolutiva a eles, o que os mantêm como um mal-estar indefinido, que apenas gera indisposição, e não crises de crescimento.

Outras bases da anticonflituosidade (“inter” e “auto”) são a consciencioterapia e a interassistencialidade. A consciencioterapia empreende o tratamento das patologias e parapatologias, o que permitirá identificar e superar os conflitos íntimos que corresponde a cada patologia ou parapatologia. E a interassistencialidade é meio para o desenvolvimento da anticonflituosidade autêntica, aquela mantida nas interações.

Você conhece todos os seus autoconflitos? O que está fazendo para ter mais paz íntima?

Outro ponto importante é a desdramatização dos próprios erros, impedindo o processo do autoassédio desencadeado pela manifestação inevitável dos trafares. O modo como a consciência lida com os erros pessoais pode desencadear ou estancar a assedialidade. Erro é etimologicamente derivado de andar sem destino, o que nos remete ao errante, aquele que desbrava e descobre. Erro é consequência natural da saída da zona de conforto. Indica neofilia, enquanto reconhecer os erros de modo sadio indica amadurecimento.

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Referências

Nonato, Alexandre. Tríade da Autodesperticidade; Verbete da Enciclopédia da Conscienciologia; ENCYCLOSSAPIENS; Disponível em <http://www.tertuliaconscienciologia.org>, Acessado em 10/02/2018.

 

Sobre o autor

 

Mateus Meneses tem 22 anos, é acadêmico de Filosofia e voluntário da ASSINVÉXIS.

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