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Escolha Profissional Madura: Universidade e Proéxis

Segundo a psicóloga Kathia Neiva, especialista em orientação profissional, (2003, p. 98), a maturidade para a escolha profissional está ligada a um conjunto de atitudes e conhecimentos de cada indivíduo que norteia decisões maduras e conscientes. A partir dessa concepção, a autora propôs um modelo teórico para mensuração da maturidade do jovem ao escolher a profissão onde as atitudes abrangem a determinação, a responsabilidade e a independência do(a) jovem quanto à sua escolha; e os conhecimentos referem-se ao autoconhecimento e à informação sobre a realidade educativa e socioprofissional.

Analisando esses fatores pelo Paradigma Consciencial, a conscin (consciência intrafísica) manifesta  atitudes maduras na determinação em usar  seus atributos conscienciais nos esforços necessários para concretizar a escolha; na responsabilidade ao empreender ações  para efetivar a escolha pautadas pela cosmoética; e na independência ao aplicar o Princípio da Descrença em suas decisões. O autoconhecimento é construído pela autopesquisa da consciência, um dos pilares da Conscienciologia, e possibilita um mapeamento das habilidades a serem empregadas e potencializadas na profissão escolhida, bem como dos traços pessoais que precisam ser reciclados ou desenvolvidos; e o conhecimento da realidade educativa e socioprofissional é fundamental para se ter a visão de conjunto da carreira escolhida a fim de planejar as metas pessoais otimizando a evolução e a interassistência.

Nesse contexto, uma escolha madura de profissão está alinhada com a proéxis (programação existencial), feita antes da ressoma (renascimento em um novo corpo físico) da consciência, e sua realização na vida humana está ligada ao planejamento das ações pessoais. A profissão pode ser usada como ferramenta para alavancar o completismo da proéxis. Para qualificar-se, profissionalmente, é imprescindível a educação formal, sendo que, de acordo com Vieira (2011, p. 87), “Inexiste uma educação humana completa sem autoconsciência plena das metas prioritárias da própria proéxis.”.

A etapa de transição entre escolher e exercer a profissão é o ensino superior, que para muitos corresponde à vida universitária. Na faculdade é oferecida constantemente a oportunidade de expansão da intelectualidade, no entanto grande parte dos(as) jovens a vêem tão somente como um ambiente de sociabilidade e diversão, deixando-se levar pelo hedonismo e querendo apenas “curtir a vida” sem dar muita importância ao futuro e à evolução pessoal. O(a) jovem atento à proéxis e à invéxis deve permanecer íntegro(a) quanto aos seus valores pessoais, sem ser seduzido(a) pela pressão do holopensene (conjunto de pensamentos, sentimentos e energias de determinado ambiente) imaturo e materialista da universidade, e “sua mentalidade ou a sua consciencialidade devem sobrepairar esse período da escolaridade formal, no preparo da execução da sua proéxis em nível mais avançado, sem qualquer preocupação em fazer proselitismo ou catequizar os seus novos amigos.” (VIEIRA, 2011, p. 88).

 

 

 

O(a) inversor(a) existencial que tem claro em suas ideias e ações o materpensene (o ponto central, a raiz, de todos os pensamentos, sentimentos e energias de uma pessoa) assistencial é atrator(a) de amparo extrafísico, que pode guia-lo através de sincronicidades e oportunidades para as decisões que favoreçam o princípio cosmoético do “melhor para todos”. A sensibilidade parapsíquica para captar inspirações e insights dos amparadores pode qualificar a eficácia proexológica do planejamento, lembrando sempre que “uma escolha infundada, sem planejamento, não é postura inversiva” (ALMEIDA, et. al, 2004, p. 215). O video abaixo aborda a questão da maturidade mais ampla na juventude, ultrapassando as noções humanas convencionais:

 

É interessante mapear os traços pessoais para fazer planejamentos, principalmente ao considerar a componente multidimensional, pois as particularidades conscienciais de cada um podem afetar positiva ou negativamente a qualidade dos planejamentos. Por exemplo: o trafar (traço-fardo) da teimosia pode levar a conscin a insistir num caminho mais distante de sua proéxis, criando um planejamento inflexível e ignorando as indicações do amparo, numa situação de escolha da universidade a se cursar a carreira pretendida. Ao identificar esse traço, a consciência pode rever suas prioridades e retomar sua linha de proéxis sem grande desvio. Outro exemplo é o trafor (traço-força) da organização, onde a conscin pode fazer um planejamento de alto nível ao reconhecer essa potencialidade e convergi-la com as sugestões do amparo, muito útil para fazer o plano de disciplinas a serem cursadas na faculdade.

 

Portanto, a maturidade da escolha profissional envolve inúmeros fatores e terá repercussões para toda a vida da conscin, que consequentemente repercutirá, em maior ou menor intensidade, em suas vidas posteriores. O(a) jovem, inverso(a)r ou não, deve refletir e ponderar bastante para tomar essa decisão, tendo claramente quais são seus objetivos pessoais e empenhar esforços para conquistar as metas almejadas. No caso do(a) inversor(a), é ainda mais fundamental a autoconsciência de sua proéxis para estabelecer metas que favoreçam o completismo existencial, tornadas factíveis através do planejamento.

 

Referências

 

1. ALMEIDA, Flávio; SEIXAS, Flávio; KROPF, Marcela; ALVES, Vitor; MARQUES, Fábio; CASTRO, André; SCHECHTER, Lívia; WAUKE, Ana Paula. Profissão: Escolhas a todo momento. Revista Conscientia. IV Congresso Internacional de Inversão Existencial; Vol. 8; N. 3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set. 2004; p. 207-216.

2. NEIVA, Kathia Maria Costa. A Maturidade para a Escolha Profissional: Uma Comparação entre Alunos do Ensino Médio. Revista Brasileira de Orientação Profissional; Vol. 4, n. 1 /2. São Paulo, 2003; p. 97-103.

3. VIEIRA, Waldo. Manual da Proéxis: programação existencial. 5. ed. eletrônica. Foz do Iguaçu, 2011.

Ibis Cezário Lourenço é estudante de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia. Voluntária do IIPC-SP e integrante do Grinvex-SP.

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