Você consegue reconhecer quais os efeitos da falta de foco na sua vida atualmente? Veja neste artigo estratégias para aproveitar ao máximo a vida a partir da criação de um megafoco evolutivo desde a juventude e assim, extrair resultados frutíferos da existência.

A bússola simboliza a necessidade de manter-se sempre apontando para a direção correta no planejamento pessoal ao longo da vida
Fonte: freepik.com

O foco da maioria das pessoas é apenas o sucesso material, vivendo impensantes quanto à evolução consciencial. Geralmente, apenas no final da vida a pessoa reflete: quais os resultados de uma existência dedicada ao acúmulo de bens e manutenção do status quo?

Do ponto de vista da evolução, vale mais aproveitamos a oportunidade da vida humana para amadurecer e evoluir. Para isso, é preciso ter foco para não se desviar nem se dispersar em meio a tantas atividades e estímulos.

Neste artigo vamos discutir os efeitos da falta de foco e estratégias para aproveitar ao máximo a vida a partir da megafocalização evolutiva desde a juventude e assim, extrair resultados frutíferos da existência. Vamos lá!

Efeitos da falta de foco

O que você quer para sua vida? Não pensar sobre isso leva grande parte da humanidade a apenas sobreviver, sem saber nem pensar para onde está indo – é a falta de foco existencial. Nessa condição, a pessoa reproduz os padrões ditados pela sociedade, terceirizando inconscientemente suas escolhas.

Definição

Foco é o ponto para o qual converge alguma coisa (Dicionário Michaelis). Nesse contexto, foco evolutivo pode ser definido como a convergência dos esforços da consciência para a auto-evolução.

Uma das condições é a pessoa que busca estabelecer objetivos e foco para a vida, mas ainda inconsciente quanto à evolução e à realidade multidimensional e multiexistencial. Vive trancada no corpo humano pensando apenas no seu futuro material – é a falta de foco evolutivo.

Um dos efeitos dessas condições é síndrome da mediocrização. Trata-se do estado mórbido no qual a consciência vive submissa e rendida a circunstâncias e padrões sociais, repetindo condutas dispensáveis por várias vidas. Isso resulta numa existência medíocre, sem grandes avanços evolutivos pessoais.

Melin

Outro efeito comum da falta de foco é o sentimento de vazio existencial, também conhecido como melin (melancolia intrafísica). Esse é um estado no qual a consciência diminui ou perde interesse pela vida por não encontrar sentido nela, com tristeza sem motivos claros. Tal condição é causada pela ausência de priorização evolutiva.

Repetimos ambas as situações por várias vidas humanas até buscarmos maior lucidez quanto ao propósito de vida, iniciando uma carreira autoconsciente na evolução. A saturação diante de repetidas existências medíocres e vazias é uma das motivações para técnica da inversão existencial.

Técnica para viver evolutivamente: inversão existencial

A inversão existencial (invéxis) é uma técnica para acelerar a evolução da consciência. Para isso, é feito o planejamento máximo da vida, visando concretizar aquilo que a própria pessoa identifica como seu propósito ou missão. Tal movimento é feito com lucidez desde a juventude.

Megafoco evolutivo

Essa técnica é fundamentada na Conscienciologia, portanto não é mero planejamento convencional apenas com metas profissionais, financeiras e familiares. A essência da invéxis é a megafocalização evolutiva precoce, ou seja, estruturar toda a vida em torno do foco pessoal no autoconhecimento, assistência e evolução desde jovem.

—> Leia também: Planejamento de Vida desde a Juventude 

Outro aspecto importante na aplicação da invéxis é a profilaxia de erros, dispersões e desvios quanto à programação existencial (proéxis), ou seja, aquilo que a pessoa se programou antes de nascer para fazer nessa vida. A invéxis é profilática pois visa iniciar o ajuste de foco ainda na juventude, para realizar a proéxis em linha reta, isto é, sem precisar de grandes correções de rota.

Uma seta no chão diante da pessoa ilustrando a necessidade de manter o foco em nossos objetivos
Fonte: freepik.com

—> Leia também: Qual seu propósito de vida?

Como ajustar o foco para obter resultados evolutivos

Estar consciente do seu foco é crucial para otimizar os resultados, pois sem saber para onde ir há maior desperdício de energia e oportunidades. Nesse sentido, há duas etapas principais para obter resultados calculados: a definição e a manutenção do foco.

1 – Definição do foco pessoal

Primeiramente, devemos definir o foco: ter clareza de para onde suas ações devem convergir. Como discutimos, o mais evolutivo é estabelecer como megafoco a programação existencial, que é pautada na assistencialidade.

Faça uma reflexão profunda sobre seu propósito, com base nos fatos da sua vida.

Alguns questionamentos que podem auxiliar na identificação da proéxis:

  • Quais são os meus talentos?
  • Quais minhas inspirações e ideias inatas sobre propósito?
  • Como costumo ajudar outras pessoas?
  • Qual legado evolutivo quero deixar para o mundo?

2 – Manutenção do foco pessoal

 

Após a definição, vem o desafio de manter o foco no prioritário. Para tanto, o planejamento dará a base para ações mais lúcidas e convergentes. Sabendo onde você quer chegar, planejar é pensar em como isso será feito, elencando uma sequência lógica de ações para atingir seu objetivo.

Jovem anotando ideias em seu caderno e post-it para realizar seu planejamento pessoal
Fonte: freepok.com

Mas não basta planejar, é preciso colocar em prática o planejamento. Assim, a organização e a disciplina são indispensáveis para tirar do papel suas metas e não se dispersar.

Quer saber mais sobre organização para não se desviar do foco? Então aproveite e leia também o artigo: Como organizar sua vida desde a juventude

Fontes:

Nonato, Alexandre; et. al. Inversão existencial: autoconhecimento, assistência e evolução desde a juventude. Foz do Iguaçu: Editares, 2011.

Megafoco permanente; Melin; Síndrome da mediocrização. In: Enciclopédia da Conscienciologia. Encyclossapiens, 2008. Disponível no link. Acessado em: 02 jan. 2020.

Vieira, Waldo. 700 Experimentos da Conscienciologia. Rio de Janeiro: Instituto Internacional de Projeciologia, 1994.