A palavra paranormal se refere a experiências ou vivências que não podem ser explicadas pelos princípios do paradigma da ciência, ficando relegados ao campo dos fenômenos sobrenaturais por extrapolarem a lógica dos 5 sentidos (tato, olfato, gustação, visão e audição) do corpo humano. As percepções e experiências que vão além desses sentidos são denominadas de fenômenos extrassensoriais ou parapsíquicos. Entretanto, a sua pesquisa tem sido deixada de lado pela ciência clássica por não ser possível a aferição e registro dessas percepções pelos instrumentos atuais. 

Inúmeros relatos de acontecimentos sobrenaturais ou paranormais se acumularam o longo da história humana. A análise de relatos de experiências extrassensoriais permite encontrar um padrão comum, independentemente do tempo, da cultura ou das crenças da época. Eis alguns tipos de fenômenos descritos: 

  1. Projeção consciente ou viagem astral. Relatos de visualização do próprio corpo dormindo, mantendo a consciência e capacidade cognitiva sediadas em outro corpo, simulacro do corpo humano.
  2. Clarividência viajora. Visualização de locais distantes estando a pessoa acordada, na vigília física ordinária.
  3. Telepatia. Comunicação direta com pessoas distantes geograficamente (telepatia).
  4. Clarividência extrafísica. Visualizações de personalidades que já morreram.
  5. Clariaudiência. Ouvir e conversar com consciências extrafísicas (espíritos).
  6. Psicografia. Interagir e escrever textos com mensagens de pessoas que já morreram, normalmente com a mesma grafia que as pessoas tinham.

O registro de experiências extrafísicas (fato paranormal) foram feitas por várias personalidades históricas. Alguns relatos se destacaram pela clareza na descrição e pela comprovação dos fatos parapsíquicos vivenciados. O sueco, cientista, filósofo e espiritualista Emanuel Swedenborg (1688-1772) foi uma personalidade que experimentou diversos fenômenos paranormais, alguns bem intrigantes, que acabaram sendo registrados por outras pessoas da época, dentre esses 3 casos se destacam (SCHNEIDER, 2019):

1.Incêndio. Swedenborg estava na cidade de Gotenburg e participava de um jantar com outras 15 pessoas. Ele começou a demonstrar inquietude, levantando-se da mesa várias vezes, até que revelou a todos que estava ocorrendo um incêndio na capital sueca, Estocolmo, no bairro de Sodermalm, local há mais de 400 km de distância de Gotenburg. Ele descreveu com detalhes a região da cidade na qual o fogo se espalhava e por fim relaxou dizendo que o fogo havia sido controlado. Três dias após a visão de Swedenborg, as notícias sobre o incêndio chegaram à Gotenburg, e coincidiram com o relato feito por ele.

2. Rainha. Swedenborg participava de uma recepção na corte, a rainha Louisa Ulrica (1720-1782) pediu que contasse histórias dos contatos que ele tinha em suas viagens ao mundo dos espíritos. Perguntou ao final se ele já havia encontrado com o príncipe Augustus Williams da Prússia (1722-1758), irmão da rainha que morrera com 35 anos. Ele negou ter encontrado com o príncipe, mas aceitou o pedido da rainha para transmitir saudações ao irmão falecido. Alguns dias depois, Swedenborg aproximou-se da rainha, aparentemente mediunizando Augustus William, lhe pediu desculpas por não ter respondido sua última carta antes de morrer, mas que faria através do sensitivo. A rainha afirmou que ninguém sabia dessa carta, a não ser ela e o irmão falecido.

3. Dívida. A viúva do embaixador da Holanda na Suécia, a senhora Mateville, procurou Swedenborg e pediu que ele fizesse contato com o esposo falecido. Ela havia sido procurada por um joalheiro cobrando uma dívida do esposo, porém a dívida era alta e tinha certeza de que já havia sido paga, porém não conseguia achar o recibo. Após alguns dias Swedenborg informou a senhora Mateville que encontrara o esposo falecido e disse que ela encontraria o recibo no fundo falso de uma gaveta de uma escrivaninha.

O conteúdo dos relatos das experiências paranormais ou extrassensoriais permitem a compreensão de outras realidades da existência humana, os seus relatos são encontrados ao longo da história em diversas culturas, a existência de um padrão comum para essas ocorrências demonstra que são fenômenos inerentes a fisiologia ou parafisiologia do homem. Desta forma, o termo parapsiquismo, o conjunto de parapercepções humanas que vão além dos 5 sentidos básicos, se mostra o mais adequado que o termo “paranormal”. 

O que é o sexto sentido ou habilidade “paranormal”?

Os sentidos humanos são os meios que temos de entrar em contato com o universo que nos envolve. Cada sentido humano propicia um tipo de entrada sensorial diferente, sendo um meio de percebermos o próprio corpo e o ambiente a nossa volta. Mas o que os 5 sentidos nos permitem perceber?

Audição é a função sensorial que permite captar os sons pelo ouvido e transmiti-los, através do nervo auditivo, ao cérebro, onde são recebidos e analisados. A faixa de frequência que o ouvido humano é capaz de perceber varia de 8000 ciclos/segundo à 200 ciclos/segundo. Os sons acima e abaixo dessa faixa são denominados respectivamente de ultra-som e infra-som, ambos imperceptíveis aos ouvidos humanos (GUYTON & HALL, 1996). Os deficientes visuais desenvolvem a audição como mecanismo de compensação pela perda da entrada sensorial através da visão. 

O olfato é o sentido corporal com o qual se percebe o odor de substâncias gasosas ou em estado de vapor, muito mais desenvolvido em animais subumanos, por exemplo, o cão. O sentido da olfação permite que os animais reconheçam a proximidade de outros animais (GUYTON & HALL, 1996).

A gustação é sobretudo uma função dos corpúsculos gustativos da boca. Existem cerca de 13 receptores químicos já identificados nas células gustativas. Uma pessoa pode perceber centenas de diferentes gostos, mas as quatro percepções básicas são o gosto azedo, salgado, doce, amargo. O sentido do olfato contribui fortemente para a percepção do gosto. Os sentidos da gustação e da olfação nos permitem separar alimentos indesejáveis, ou mesmo letais, dos que são nutritivos (GUYTON & HALL, 1996).

Os sentidos táteis incluem os de tato, pressão, vibração e de cócegas, e os sentidos de posição, os de posição estática e da velocidade do movimento (GUYTON & HALL, 1996).

O órgão do sentido para a visão é o olho, que possui células receptoras sensíveis à energia física da luz. O olho pode ser analisado qual uma máquina fotográfica, onde temos um sistema de lentes, um sistema de abertura variável, a pupila, e a retina que corresponde ao filme (GUYTON & HALL, 1996). A luz é um dos diferentes tipos de energia eletromagnética que viajam na forma de ondas. O olho humano capta uma faixa de frequência muito estreita do espectro eletromagnético entre 350 e 750 Angstrons, que é o espectro visível. Todas as outras faixas de ondas não são perceptíveis pelo olho humano.

A capacidade perceptiva dos 5 sentidos humanos tem limites, permite o contato com apenas uma parte do universo, nos mostram apenas um espectro da realidade. O parapsiquismo amplia as percepções para além dos sentidos físicos (paranormal). A observação e a análise do cotidiano com mais criticidade podem revelar algumas experiências inusitadas, que não tem uma explicação a partir da lógica dos 5 sentidos humanos. Eis algumas questões para reflexão:

  • Já sentiu um cansaço profundo após conversar com alguém?
  • Já sentiu mal estar ao visitar algum local ou ambiente, sem nenhuma lógica que explique isso do ponto de vista da aparência do lugar?
  • Já teve a sensação de estar flutuando, voando durante um sonho? Ou ter a sensação ou sonho de estar caindo?
  • Já acordou com sensação de estar próximo do teto e observar seu corpo deitado na cama, mantendo toda a capacidade cognitiva e de julgamento? Ou ter a nítida sensação de estar fora do seu corpo?
  • Já sentiu a presença de alguém em um ambiente onde só havia você?
  • Já teve a sensação de reconhecer alguém ou algum lugar que você sabe nunca ter visto antes?

Não é incomum encontrar pessoas que têm sensações ou experiências semelhantes à das perguntas acima. Normalmente são pessoas descritas como sensitivas, ou que apresentam um “sexto” sentido. Porém muitos dessas vivências são experiências parapsíquicas. A fisiologia ou parafisiologia desses fenômenos podem ser compreendidos pelas teorias da ciência Conscienciologia, que estuda, pesquisa e propõe métodos que auxiliam o desenvolvimento dessa habilidade.

A Conscienciologia é uma ciência que estuda a consciência ou princípio inteligente de cada pessoa, a partir da abordagem mais ampla, o paradigma consciencial, que considera a existência de 4 corpos de manifestação da consciência (físico, energético, piscossoma e mentalsoma), múltiplas existências (multiexistencialidade), e múltiplas dimensões de manifestação da consciência. A comprovação desses pilares é feita a partir da vivência direta da pessoa, a partir das experiências parapsíquicas autopersuasivas.

Fonte: Freepik

O que é o parapsiquismo? 

O parapsiquismo é uma entrada sensorial extra, permite que você aumente a compreensão da própria realidade. O efeito natural das experiências parapsíquicas é o entendimento da existência de manifestações da consciência além do corpo humano. Por exemplo, a projeção consciente contribui para eliminar a tanatofobia (medo da morte). A pessoa aumenta a compreensão do sentido da própria vida, o que pode levar a renovações e mudanças para melhor do comportamento humano diante dos problemas comuns da vida. 

Da mesma forma que existem pessoas com habilidades musicais, corporais, intelectivas acima da média dos demais membros de uma comunidade, existem pessoas que apresentam fenômenos parapsíquicos espontaneamente. No entanto, o parapsiquismo, como toda habilidade humana, pode ser desenvolvido pela aplicação de técnicas. A abordagem científica, a dedicação, a neofilia e a vontade são os pré-requisitos básicos para a aquisição de novos conhecimentos e habilidades. O estudo e pesquisa propiciam o aprofundamento e a qualificação da habilidade, e contribuem para o uso assistencial, na melhoria de si e das outras pessoas.

A compreensão dos fenômenos inerentes à subjetividade humana requer a aplicação da atenção concentrada, o detalhismo, a memória e o registro das ocorrências para posterior análise crítica. Desta forma, a primeira ação da pessoa interessada no desenvolvimento do parapsiquismo é começar a ampliar a percepção sobre a própria manifestação, começando pelo registro das percepções e sensações do próprio corpo humano. Assim, o entendimento dos 5 sentidos básicos pode ser um ponto de partida para a pessoa que desconhece a existência de qualquer fenômeno parapsíquico.

A autopercepção é a capacidade da pessoa (consciência) reconhecer o estado de manifestação consciencial através do mapeamento (rastreamento) das entradas sensoriais de cada veículo de manifestação (corpo humano, energético, psicossoma e mentalsoma). 

A ampliação da capacidade de auto-observação vai permitir que a pessoa aumente o entendimento sobre si, conhecendo com mais detalhes a origem dos próprios pensamentos, emoções, ações e decisões. 

A vivência desta realidade desde a juventude permite a compreensão do sentido da vida, o que ajuda na antecipação da maturidade e em escolhas mais lúcidas. O resultado vai se refletir em uma vida adulta mais ajustada, com redução das angústias e incertezas.

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Estado Vibracional: técnica para desenvolvimento do parapsiquismo

Os fenômenos parapsíquicos podem ser explicados a partir da descoincidência dos veículos de manifestação da consciência (soma, energossoma, psicossoma e mentalsoma). Existem algumas técnicas na Conscienciologia que auxiliam o desenvolvimento parapsíquico. Dentre essas, as técnicas que permitem mobilizar a própria energia consciencial (EC) são as mais fáceis de serem aplicadas, pela simplicidade na sua execução e pela aplicabilidade imediata no cotidiano da pessoa.

O energossoma ou veículo energético da consciência, também recebe a denominação de holochacra, espécie de invólucro vibratório energético, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste estruturalmente e envolve o corpo humano. Este veículo é composto por milhares de pontos energéticos espalhados ao longo do corpo, a estes pontos denominamos chacras (VIEIRA, 1999).

 A partir da mobilização ou movimentação das energias do energossoma a consciência pode identificar padrões diferentes de energia, que trazem informações sobre a qualidade dos ambientes e das energias das consciências intrafísicas (pessoas) e extrafísicas (espíritos ou alma). Além disso, é possível estabelecer uma autodefesa energética, evitando a contaminação com as patologias transmitidas através das energias conscienciais. A técnica do Estado Vibracional (EV) permite a movimentação máxima das próprias energias conscienciais, estabelecendo uma espécie de vibração, criando uma barreira que impede a entrada de energias estranhas. É a técnica básica para começar a perceber a manifestação multidimensional da consciência.

A utilização da técnica do estado vibracional é um passo importante no desenvolvimento da autoconscientização multidimensional, pois ela muda o nível de interação com os ambientes e consciências. A técnica do circuito fechado das energias, até atingir o EV, se assenta em 6 manobras básicas (VIEIRA, 1994) que exigem esforço e perseverança:

  1. Fique ereto, com os pés separados um do outro. Cerre as pálpebras. Deixe os braços caírem ao longo do soma. Dirija o fluxo de sua bioenergia, pela impulsão da vontade, da cabeça até às mãos e os pés. Se não sabe o que é a bioenergia, não importa. As práticas lhe mostrarão, a breve tempo, a realidade energética. Se nada sentir nas primeiras tentativas, insista mesmo assim. Acabará sentindo, porque a EC, ou energia consciencial, é da sua parafisiologia inevitável, relativa ao holochacra.
  2. Traga de volta o fluxo da sua EC, por sua vontade decidida, dos pés até à cabeça. Identifique, então, através das suas sensações ou vivências autocríticas, a direção do fluxo da EC de baixo para cima, nitidamente contrário ao fluxo anterior.
  3. Repita estes procedimentos 10 vezes, sentindo e discriminando o fluxo da EC varrendo os órgãos do seu soma. Assim começam os desbloqueios e as compensações das ECs em seus centros energéticos ou chacras básicos.
  4. Aumente, gradualmente, a velocidade ou o ritmo da impulsão do fluxo da EC, por intermédio da força de impulsão da sua vontade decidida.
  5. Expanda, ao máximo, a intensidade ou o volume do fluxo da EC que passará a compor circuitos cada vez maiores e mais potentes, por dentro e por fora do seu soma. Você perceberá isso perfeitamente. Este fato convence você da realidade.
  6. Instale, por fim, o EV, ou estado vibracional. O fluxo e o circuito fechado desaparecem. Toda a sua psicosfera energética torna-se totalmente acesa, feérica ou incandescente com a EC vibrante e você sente sem qualquer dúvida. 

A instalação do Estado Vibracional pode trazer sensações as mais diversas, dentre elas: vibração intensa pelo corpo, sensação de motor elétrico interno, estremecimento do corpo e outras. O EV leva à soltura maior do energossoma, que facilita o rastreamento do padrão de energias dos ambientes e predispõe à descoincidência do holossoma. Ademais, o EV melhora o funcionamento de chacras, o bem estar e equilíbrio holossomático, melhora a saúde de todos os veículos.

Nem sempre na primeira vez a pessoa sente alguma coisa, mas com a repetição e persistência, aos poucos, começa a perceber o movimento das energias e depois consegue instalar voluntariamente o Estado Vibracional. 

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Técnicas para assistência parapsíquica (paranormal)

A lógica evolutiva da aquisição de uma nova habilidade ou capacidade é a utilização dela para ajudar outras pessoas. A primeira pessoa assistida com o desenvolvimento do autoparapsiquismo é o próprio parapsíquico. Os fenômenos parapsíquicos comprovam a existência da realidade e natureza multidimensional e multiexistencial da consciência, o que leva a eliminação do medo da morte biológica, responsável pela angústia e incertezas da maioria dos seres humanos.

O parapsiquismo amplia as possibilidades de assistência aos outros. O conhecimento e domínio das ECs permite a pessoa a identificação de defasagens energéticas, e a partir da vontade pode doar voluntariamente, e silenciosamente, as suas energias com objetivo de ajudar a equilibrar defasagens energéticas do outro. A pessoa interessada nesse tipo de assistência pode qualificar e profissionalizar-se através da técnica da tarefa energética pessoal (tenepes). 

A técnica é voltada para pessoas que já têm uma organização da própria vida humana que lhe permitem separar uma hora por dia para se predispor a doar energias às consciências carentes. Essa predisposição de assistir diariamente transforma a pessoa em espécie de farol intrafísico e atrai outras consciências extrafísicas interessadas em ajudar na evolução consciencial (consciências amparadoras). Desta forma, a pessoa que aplica a tenepes (tenepessista) não trabalha sozinha, ela passa a assistir diariamente em parceria com consciências extrafísicas amparadoras. A tenepes requer um planejamento e autorreflexão, pois, é uma técnica para ser aplicada durante toda a vida e a sua interrupção não é adequada pois pode trazer transtornos ao tenepessista. 

Adicionalmente à tenepes, a pessoa parapsíquica pode, através do fenômeno da projeção consciente, assistir diretamente na dimensão extrafísica consciências carentes energeticamente, com conflitos íntimos, com as mais diversas parapatologias e inconscientes da própria morte biológica. 

Por fim, ensinar outras pessoas a ampliar a sua percepção de mundo através do parapsiquismo é um meio de assistir. O parapsiquismo permite o acesso direto à realidade extrafísica, sem intermediários, ajuda a eliminar a dependência de gurus e guias espirituais. Escrever os relatos das próprias experiências parapsíquicas, pesquisar, experimentar e desenvolver novas técnicas são meios de ampliar a cultura parapsíquica. A maior divulgação e acesso a esse tipo de informação ajuda as pessoas interessadas a saírem da vida intrafisicalizada. 

Referências bibliográficas

  1. GUYTON, A.C. & HALL, J.E. Tratado de Fisiologia médica. 9 ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1996.
  2. VIEIRA, W. Projeciologia: Panorama das Experiências Fora do Corpo Humano, Rio de Janeiro: Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, 1999.
  3. VIEIRA, W. 700 Experimentos da Conscienciologia. Rio de Janeiro: Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia
  4. SCHNEIDER, J.R. História do Parapsiquismo: das sociedades tribais à conscienciologia, Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2019.