RESUMO DA OBRA

Estado.
A obra A República de Platão consiste no desenvolvimento de um diálogo a partir do qual é elaborado um Estado ideal de acordo com o que, em seu decorrer, se pensou sobre o que é justo e bom.

Organização. Para a criação e manutenção desse Estado, em primeiro lugar cada pessoa seria incumbida da atividade, e apenas dessa, que lhe fosse adequada por natureza, ou que tivesse nascido para fazer. De acordo com essas atividades, o Estado seria dividido em três classes: a dos trabalhadores, a dos guerreiros e a dos chefes.

Formação. A educação das crianças era iniciada já se pensando na atribuição que teriam quando adultos. Os guerreiros e chefes seriam educados pela ginástica, música e ciências matemáticas (álgebra, geometria, astronomia e harmônica, as três últimas no que diz respeito à matemática pura de cada uma delas, e não a, respectivamente, as formas, aparências e posições dos astros ou ao som proferido pelas notas musicais propriamente ditas). O estudo da dialética seria acrescido ao curriculum dos chefes, que deveriam ser filósofos por natureza e por atuação. Sendo os mais virtuosos dos seres humanos e os mais capacitados a conhecer e aplicar o bem e a justiça, se não os únicos, seriam também os que mais corresponderiam aos interesses do Estado: o bem de todos.

Virtudes. A educação era elaborada de tal forma que proporcionasse o desenvolvimento dos atributos essenciais a cada função e de maneira que evitasse os vícios da natureza humana e incentivasse as virtudes, já que de qual outra forma se construiria um Estado bom e justo se não através da virtude?

Posses. Além disso, de maneira a manter a cidade boa e justa, não haveria “meus ou “minhas, a não ser o próprio corpo de cada alma, mas sim o “nosso. Assim, privados de posses e bens que não as posses e bens comuns a todos, nenhum concidadão entraria em conflito com os outros por divergência de interesse, sendo até mesmo o interesse algo comum a todos: o bom para o Estado e, consequentemente, para todos. De fato, nem os guerreiros e nem os chefes, de posições mais elevadas em importância que os trabalhadores, e o chefe ainda mais que os guerreiros, teriam maiores regalias que as classes inferiores. Na verdade, até teriam menos, de maneira que, dentre outras coisas, se evitaria a posse do poder não pela necessidade de bem governar, ou da artilharia para bem proteger, mas sim pelas vantagens políticas, fama, fortuna e todas as demais de mesma espécie.

BREVE ANÁLISE CRÍTICA DA OBRA

Avanço.
A obra oferece uma boa abordagem quanto ao enfoque empregado ao bem, à virtude e à justiça. O autor se mostrou uma conscin (pessoa) à frente de seu tempo em suas idéias e posicionamentos, embora ainda não necessariamente os ideais para os tempos atuais.

Materpensene. O materpensene identificado da obra é: cosmoética. O materpense é o padrão de pensamentos, sentimentos e energias de determinado objeto ou pessoa.

Censura. Houve muita recorrência à censura. Logo, sob certo ponto de vista, a política de Platão se assemelha a uma ditadura.

Belicismo. Também se fez muita alusão à guerra não como sendo algo evitável, mas algo para a qual deveria se preparar. Destacava-se como uma necessidade, apesar de se reconhecer, assim como até mesmo muitos tiranos as descrevem, como algo lastimável. Reconheceu a problemática da guerra, sem, no entanto, ir contra ela.

RELAÇÃO DO CONTEÚDO DA OBRA COM A CONSCIENCIOLOGIA E INVEXOLOGIA

Cosmoética. O conteúdo da obra tem relação com a Conscienciologia no que tange à discussão sobre justiça, que poderia ser interpretada como uma discussão sobre a cosmoética.

Princípio. Que ocorra o melhor para todos é uma idéia explícita de Platão sobre como é a melhor forma de justiça. É um princípio da cosmoética.

Liberdade. A censura da liberdade de escolha é uma idéia anti-invéxis, visto que as conscins não teriam como escolher sua carreira profissional e sua especialidade proexológica, ou a tarefa principal para cumprir os objetivos assistenciais de cada um na vida humana, aquilo que renascemos para fazer no planeta Terra.

BREVE ANÁLISE CRÍTICA DO AUTOR – PLATÃO

Extrapolação. Platão foi uma conscin à frente de seu tempo. Suas noções de cosmoética em uma época tão difícil, como bem demonstradas nesse livro, ficaram bastante explícitas.
Intelectualidade. O raciocínio e a capacidade de argumentação são muito bem desenvolvidos por ele, um bom parâmetro para avaliação de sua intelectualidade.
Paradigma. Também, notadamente, reconhece a existência das múltiplas vidas e, até mesmo, de maneira ainda esboçante, a dimensão mentalsomática.
EQM. É neste livro que relata, ao final da obra, a experiência do soldado Er, um equemista (quem passou pela EQM ou Experiência de Quase Morte).

  1. Platão; A República; 320p.;Martin Claret; São Paulo; SP; Brasil; 2001