A timidez é uma resposta ao medo que pode nos levar a se acanhar ou se inibir quando estamos em um contexto social, chegando a evitá-lo pela grande dificuldade de auto-exposição. Descubra neste artigo os efeitos da timidez na evolução do jovem.

A timidez pode atravancar a evolução da conscin, homem ou mulher.
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Essa é uma característica individual muito conhecida no senso comum afetando pessoas de todas as idades e contextos. Existem algumas concepções de timidez, várias posturas ante a isso e diversas formas de lidar com esse traço de personalidade.

Já existem artigos científicos que trabalham com os efeitos comportamentais, cognitivos, fisiológicos e emocionais da pessoa tímida. Porém, o objetivo deste artigo é apresentar a forma como a timidez afeta a evolução da consciência de um modo focado na faixa etária da juventude e assentado no Paradigma Consciencial.

O que é a timidez?

Antes de tudo, é necessário trazer qual a definição de timidez para o clareamento do Norte seguido pelo artigo.

A timidez é a qualidade, o traço de personalidade caracterizado pela tendência a acanhar-se, inibir-se quando se está em um contexto social, evitando-o, e pela grande dificuldade de auto-exposição.

Tem como sinônimos o acanhamento, a inibição, o constrangimento, a insegurança, o encolhimento, o embaraço e muitos outros.

Existem exemplos comuns onde se manifestam a timidez. A pessoa que tem o que falar e contribuir em conversas, debates ou decisões, mas, ainda sim, se retrai diante do grupo. Aquele que mantém uma dúvida por insegurança de perguntar. A pessoa que enxerga, e não pontua.

Timidez não é introspecção, introversão ou mesmo um temperamento mais quieto. Todos esses pontos podem se entrelaçar, conectar e influir uns nos outros, mas não são a mesma coisa.

→ Leia também: A Adolescência sob a ótica da inversão existencial

Efeitos da timidez

Agora, com nossa base um pouco mais igualada, podemos entrar na discussão de como a timidez afeta evolução da sua consciência.

Com convicção, é possível começar dizendo: a timidez é patologia evolutiva, não é benéfica ou auxilia na saúde consciencial, de todos os corpos que a consciência possui (Holossoma). Autoevolução exige coragem.

Tal inibição pode resultar em um(s) dos efeitos listados:

1. Efeitos da timidez na assistência

O tímido tem problemas assistenciais: dificuldades de assumir uma postura de assistente, perde oportunidades para realizar assistência e possui menos contato com consciências extrafísicas amparadoras.

Para realizar assistência com qualidade, é necessário que o assistente esteja aberto para o mundo, sem inculcações sobre si. Como a timidez representa uma barreira para se abrir e se expor, acaba castrando a capacidade assistencial do indivíduo. Recebe mais que realiza assistência.

Se acanhar, ficar apenas em torno de si também dificulta o tímido ver possíveis assistências cotidianamente e, assim, realiza ainda menos assistência.

E, no final disso, essa pessoa perde o investimento extrafísico de amparadores o que atravanca o desenvolvimento pessoal e a aproxima de companhias extrafísicas menos evoluídas.

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2. Efeitos da timidez no parapsiquismo

O parapsiquismo de uma pessoa tímida é restringido: possui retração da paraperceptibilidade e mau desenvolvimento projetivo

O parapsiquismo é, simplificadamente, a condição natural humana de perceber, captar informações ou vivenciar experiências além dos sentidos somáticos biológicos básicos.

A soltura energética é um ponto importantíssimo quando nos referimos às parapercepções (percepções além dos sentidos físicos). Ela é quem indica a sutileza das possíveis percepções e sua desenvoltura.

Porém, a pessoa com tendência à inibição leva isso para sua mente, seus pensamentos têm a característica de voltar a si, ao ego. Seus sentimentos e emoções vão para essa mesma linha, o medo de se ver frente a outras pessoas, embaraço e vergonha. Dessa forma, as energias também fazem esse movimento, se retraem e reprimem, tolhendo a soltura energética do tímido e, assim, sua paraperceptibilidade.

Com toda essa rigidez nos veículos de manifestação dessa consciência, ela terá muito mais dificuldade de promover a descoincidência desses veículos e, possivelmente, atingir a Projeção da Consciência, ou projeção astral, lúcida.

3. Efeitos da timidez nos grupos sociais

Quanto mais tímida a pessoa, menor é a qualidade de suas vivência em grupo (grupalidade): tende a não se abrir sinceramente; se isola, fica distante de seu grupo evolutivo e evita a assunção da responsabilidade evolutiva da liderança.

A evolução consciencial se dá em grupo. Assim, problemas de interação grupal são problemas evolutivos.

É necessário se abrir para otimizar sua grupalidade. A timidez é uma característica antagônica a esse abertismo por indicar uma  retratação da consciência nela mesma. Prefere muros ao invés de pontes. Dessa forma, a pessoa tímida acaba se  sabotando quando precisa interagir em grupo através de insinceridades, autodepreciações e fugas.

Outro efeito da timidez na grupalidade é o tímido não conseguir se reintegrar no seu grupo evolutivo. Essa condição é perigosa por deixar a pessoa sem aliados evolutivos, ficando isolada de consciências amigas com interesses evolutivos. Isso dificulta muito a jornada evolutiva pessoal, deixando o tímido tem uma posição de enfrentar os percalços evolutivos sem o auxílio de colegas.

Uma vez que eu tímido evita situações de exposição,  é natural que essa pessoa também evite papéis de liderança. E, como na evolução consciencial a assunção de lideranças é imprescindível, a timidez se torna impasse evolutivo.  Com a timidez, a evolução não flui, o tímido estagna, corre o risco de retroceder evolutivamente.

4. Efeitos da timidez na autopesquisa

A timidez é uma barreira para consciência conhecer a si mesmo: como o tímido se expõe menos recebe menos feedback e mantem pontos cegos quanto a si mesmo.

A definição de timidez está, intrinsecamente, ligada a dificuldade de exposição.

Quando a pessoa se expõe menos, a personalidade dela não é vista por seus colegas de uma forma coerente. Logo, essa pessoa, o tímido,  receberá poucos feedbacks dos outros sobre si mesma, tendo assim maior dificuldade para enxergar defeitos e qualidades pessoais. Só se enxerga aquilo que está exposto.

A partir disso, a pessoa fica sem entender muitos pontos de sua personalidade, os chamados pontos cegos.

Se a consciência tem interesse em evoluir, ela precisa  se entender o máximo possível para identificar o que precisa ser melhorado, o que precisa ser descartado e aquilo que já tem de bom. Logo, manter cegos não é bom para a sua evolução.

→ Leia também: Autoconhecimento na juventude: indo além do simplismo

A timidez na juventude

Autoconhecimento, grupalidade, parapsiquismo, assistencialidade. Todos esses pontos são muito influenciados pela timidez como explicado acima. E, também, são pontos essenciais para a juventude. Neste artigo, é considerado jovem aquele que tenha de 15 a 26 anos.

Sem autoconhecimento, o jovem não consegue tomar decisões mais assertivas para si.

É nessa faixa etária que a pessoa precisa ter a primeira definição de como quer viver sua vida. Faculdade e curso de ensino superior, saída da casa dos pais e relacionamentos são alguns exemplos de definições feitas pelo jovem.

Quanto menos o jovem se conhecer, menos ele saberá o que é melhor para si de fato. Suas escolhas tendem à mediocrização por falta de parâmetros coerentes com seu modo de funcionamento.

A definição dos propósitos de vida é uma estratégia interessantíssima a esse período de vida, trabalhando diretamente com a pesquisa de si mesmo, ampliando seu autoconhecimento.

Sem vivências em grupo, a juventude é enfrentada sem suporte externo e não precisa ser assim.

Amizade e parapsiquismo

O maior mata-burro, ou dificuldade enfrentada pelo jovem é a inexperiência, a falta de vivência nesta vida intrafísica.

Amigos e colegas são sustentáculos para o jovem, uma vez que esse não traz consigo uma vasta bagagem de experiências e, muitas vezes, ainda se encontra sob a influência do Porão Consciencial. Companhias evolutivas são essenciais para o jovem interessado na sua evolução.

Uma vida parapsiquicamente trancada traz muitos prejuízos a todas as faixas etárias, mas pode se perpetuar para toda a vida se não trabalhado na juventude.

Não ter a parapercepção, não significa não ser afetado pelo parafenômeno. Sem o desenvolvimento parapsíquico, o jovem permanece cego à multidimensionalidade e, assim, susceptível a diversas influências dispersantes e doentias nas decisões dessa fase da vida.

Sem assistências na juventude, há um adiamento na execução da programação existencial, uma diminuição de contato com amparadores extrafísicos e, por sua vez, o jovem passa a ter um processo de recuperação de cons de uma forma mais trivial e espontânea, tendendo a um pseudoaproveitamento dessa vida humana.

Conclusão

Existem muitos desafios a serem encarados nessa vida humana. Muito da evolução da sua consciência surge de renovações íntimas, substituindo algo que te trave por algo que impulsione seu crescimento. A timidez é um exemplo desses desafios.

Aos interessados, existem muitos meios e técnicas auxiliadores na superação da timidez. Junto a isso, muitos exemplos de pessoas que superaram a timidez.

Em síntese, a timidez é uma partícula atravancadora da evolução do jovem afetando-o em várias áreas a partir de um recolhimento desnecessário e estagnador.

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