Você reclama e se vitimiza perante aos contextos nos quais está inserido? Por que ainda mantém esta postura? Consegue ver benefícios na vitimização pessoal? Você sabe as vantagens de assumir a postura antivitimizadora na juventude? Estas e outras perguntas serão respondidas neste texto.

vitimização
Fonte: Google Imagens

A postura de se vitimizar é comum na juventude. Atualmente, há maiores oportunidades e informações, porém também há mais dispersão e não valorização das oportunidades essenciais na vida do jovem devido a facilidade de acesso. 

A vitimização é o ato de reclamar, se colocar como vítima nos contextos vivenciados, não assumindo as responsabilidades por achar incapaz, terceirizando as próprias responsabilidades para outras pessoas. A vitimização é manifestada de diferentes formas, isso vai depender da pessoa, cada indivíduo tem seu jeito de se manifestar diante aos contextos vivenciados. 

Já a Conscienciologia é a ciência que estuda a consciência (princípio inteligente, alma, espírito, ego, personalidade), considerando todos os seus atributos, fenômenos parapsíquicos, múltiplas vidas e as manifestações nas dimensões física e extrafísica. A consciência é você, sua essência, um princípio inteligente, e autoconsciente, que sobrevive para além da morte do corpo físico. Portanto, vale considerar ao longo da leitura deste artigo, o princípio da descrença: 

Não acredite em nada, nem mesmo no que você está lendo neste artigo. Experimente, tenha suas próprias experiências.

Para identificar se você, jovem, possui manifestação de vitimização é necessário a reflexão sobre as posturas manifestadas no dia a dia, listando fatos que demonstram realmente o ocorrido. A vitimização está embasada nas tendências, traços-fardos (trafares) e nas carências que podem ser superadam e recicladam pelo jovem interessado na autevolução.

Desta forma, eis abaixo 15 posturas vitimizadoras para você analisar com autocrítica em seu caso:

1. Acriticidade. A ausência de questionamentos sobre si mesmo e quanto às pessoas ao seu redor, demonstrando falta de compreensão. Exemplo: o jovem reclama da própria família, não valorizando os aportes e contribuições oferecidas pelos pais.

2. Autocobrança. A autocobrança excessiva apresenta vitimização quanto às próprias potencialidades e desvalorização das oportunidades de autoqualificação. Exemplo: a jovem que se sente incapaz e sem talentos, porém o mesmo não busca identificá-los tendo posturas de vitimização perante a si mesmo e as responsabilidades a serem assumidas. 

3. Baixa autoestima. A autovitimização quanto às próprias potencialidades, olhando mais para os trafares e dificuldades ao invés de assumir o potencial assistencial e aplicá-lo. Exemplo: a moça e o rapaz que não assume as responsabilidades por receio de errar e achar ser incapaz, porém com essa postura não sabendo seu real potencial na prática.

4. Comodismo. A postura de ficar na própria zona de conforto, fazendo apenas o que não mexe com os desconfortos pessoais e com as mudanças mais sérias da personalidade, não assumindo as responsabilidades da vida. Exemplo: o jovem que ao invés de investir na autevolução e nas reciclagens íntimas (recins), fica nas redes sociais e em jogos para não lidar com a realidade existente.

5. Comparação. A comparação excessiva e negativa pode ser prejudicial. Exemplo: a comparação negativa fazendo o jovem a se vitimizar com possíveis qualidades e talentos que outras pessoas tem e ele não, que invés disso poderia estar desenvolvendo esses talentos e não ficar apenas reclamando do que ainda não possui. É positivo os jovens terem comparações positivas que podem gerar frutos evolutivos.

6. Egoísmo. O ato de vitimizar demonstra egoísmo devido focar muito nos caprichos pessoais e em si mesmo, esquecendo dos outros e perdendo oportunidades de fazer assistência.

7. Ingratidão. A reclamação é sinal de ingratidão, pois quando não se valoriza alguma oportunidade pelo o ato de querer uma coisa melhor, reclamando o que já tem, demonstrando ingratidão do que já recebeu. 

8. Inveja. A inveja pode estar muito relacionada com a vitimização, pelo simples ato de competição com outras pessoas que possam ter determinado talento que você não tenha.

9. Mau humor. O mau humor é um indicador de vitimização, quando o jovem sempre anda mal humorado, reclamando da vida, sendo que o que ele vivencia hoje é mera consequência de suas escolhas.

10. Neofobia. O ato de ter medo do novo, de vivências e de novos desafios pode ser indício de zona de conforto, demonstrando falta de autonomia e de autoconfiança.

11. Perfeccionismo. O ato de o jovem sempre querer o que ainda não tem, desvalorizando o que já tem.

12. Reclamação. A vitimização está relacionada diretamente com o ato de reclamar, considerando que a reclamação é infantil. Pode-se perceber que a reclamação é ato que muitas crianças manifestam para querer atenção e fazem birra.

13. Terceirização. A postura de jogar a culpa ou a responsabilidade para o outro demonstra vitimização, pois a pessoa se coloca no papel de vítima, de que as pessoas estão contra ela e é incapaz.

14. Trafarismo. O trafarismo se refere a pessoa que foca nas dificuldades e nos traços-fardos dela mesma e dos outros, tendo uma visão mais pessimista, onde geralmente coloca-se para baixo por falta de ver os próprios traços-forças.

15. Vampirismo energético. A vitimização está ligada a carências, de querer atenção e admiração das pessoas, muitas vezes com isso, sugando energeticamente outras pessoas.

Essas e muitas outras posturas de vitimização podem atrapalhar sua convivência e interação com as outras pessoas. A vitimização é postura infantil, pois o ato de reclamar não resolve os problemas da vida, o que realmente resolve é o ato de enfrentar eles, assumir os trafores e as responsabilidades. A vitimização é mantida pela zona de conforto, falta de identificação e reconhecimento dos trafores e, principalmente, pela não responsabilização dos próprios atos.

Questionamento: Diante dessas posturas e características, quais você manifesta no seu dia a dia? Pensa em estratégias para reciclar tais posturas? 

Quanto antes o jovem superar a vitimização melhor para seu desenvolvimento como pessoa e para a conscientização do impacto e influência das próprias manifestações na vida das pessoas em que convive. 

A identificação do propósito de vida ajuda na maior autorresponsabilidade, pois a vida não fica tão desorganizada e tem um foco e objetivo. 

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Superação da vitimização na juventude

O primeiro passo para a superação da vitimização ainda na juventude é a autorreflexão desta postura e qual é a sua base. Exemplo: a vitimização pode ser consequência da baixa autoestima, que faz com que a pessoa se desvalorize, se coloque para baixo e se considere incapaz de enfrentar e até mesmo assumir uma responsabilidade que demande mais. 

Vale ressaltar que todos nós somos únicos, temos as nossas individualidades e potenciais diferentes que podem ser qualificados e desenvolvidos cada vez mais. A partir daí começamos a observar a importância da assunção dos nossos trafores no dia a dia, pois através deles conseguimos enfrentar os traços-fardos e fazer as reciclagens íntimas (recins).

Para a identificação e reconhecimentos dos trafores, há um método que pode te ajudar neste procedimento que é a técnica da autopesquisa. A autopesquisa é a pesquisa de si mesmo, analisando traços pessoais, qualidades e estruturas de sua própria personalidade, objetivando acelerar o autoconhecimento e a evolução, para seu próprio bem e dos demais.

Para a identificação e reconhecimentos dos trafores basta você pegar uma folha de papel e listar trafores (trafores) e trafares (trafares) que observa pautada e embasada nos fatos do dia a dia. E em cada traço descreva a manifestação e o fato que provam esta realidade.

 Veja abaixo um exemplo prático de listagem das qualidades e defeitos:

QualidadesDefeitos
CuriosidadeArrogância
SinceridadePreguiça
IntelectualidadePusilanimidade
ObjetividadeIrritabilidade
PragmatismoOrgulho
CompreensãoIngenuidade

Para saber mais, leia o texto: Como identificar os talentos pessoais na juventude?

Com os trafores assumidos e os trafares dramatizados e em processo de superação, o jovem terá mais autoconfiança para enfrentar novos desafios, saindo da postura vitimizadora para a postura de autorresponsabilização.

O ato de se responsabilizar demonstra maturidade quanto à própria evolução. Enfrentar novos desafios evolutivos, se responsabilizar pelas próprias escolhas e, principalmente, fazer reciclagens íntimas (recins) é o caminho para a superação da vitimização.

A autossuperação da vitimização é interassistencial (ajuda mútua) devido a autoqualificação e a não sobrecarregamento de outra pessoa numa atividade, por exemplo. Quando fazemos alguma superação estamos nos ajudando e ajudando na melhor convivência com as outras pessoas.

Há outras atitudes e gestos no dia a dia que auxiliam nessa maior responsabilização e superação da vitimização, como:

  1. Voluntariado: ajudando no auxílio de outras pessoas, sem receber nada em troca em termos financeiros, que ajuda numa postura mais doadora e ter mais experiências a fim de desdramatizar os desafios pessoais. 
  2. Estado vibracional ou EV: ampliação da lucidez no dia a dia e maior contato com os amparadores extrafísicos.
  3. Fatofilia: olhar para os fatos evitando interpretações equivocadas e achismos.
  4. Gratidão. A gratidão pelos aportes e oportunidades oferecidas ajudando no senso de retribuição, auxiliando o jovem a ver que já recebeu muito e que reclamar não faz sentido. 
  5. Convívio. A convivência com outras pessoas sendo oportunidade para a aplicação dos autotrafores e aceleração das recins, mostrando que os próprios problemas não são tão grandes comparado as vivências de outras pessoas.

Superar a vitimização só depende de você, não há como terceirizar este fato, ninguém muda ninguém. A antivitimização abre portas na vida do jovem que auxiliam na aceleração da maturidade e na execução do propósito de vida.

Antivitimização e Invéxis

Além das posturas e ideias que foram apresentadas, o jovem pode se apoiar em técnicas mais avançadas para antecipar a evolução. A técnica da  inversão existencial auxilia nesta autorresponsabilização e no alinhamento da vida em função do propósito de vida pessoal.

A inversão existencial é a técnica de otimização máxima da vida humana, fundamentada na Conscienciologia, aplicada desde a juventude, objetivando o exercício precoce do auxílio aos outros e o cumprimento da programação existencial (proéxis), também conhecido como propósito ou missão de vida.

Dentro da inversão existencial, a moça ou rapaz direciona os autesforços para a aceleração das recins e da autorresponsabilização, optando pela postura antivitimizadora. A partir disso, os jovens vivenciam a prática da interassistência (assistência mútua entre as consciências), embasada na tarefa de esclarecimento (tares).

A assunção dos trafores são fundamentais para maior aproveitamento e qualificação da assistência, assumindo a postura antivitimizadora no dia a dia. As recins demandam paciência e tempo, pois não é possível mudar de uma hora para outra.

Todos nós somos capazes de assumir responsabilidades, isso depende da vontade e da dedicação de cada um. É possível que ao longo do caminho ocorram erros, mas o importante disto é o apresendizado, as mudanças pessoaos e a constância para seguir em frente buscando cada mais se qualificar.

E você, admiti que não é perfeito(a) e tem muito a aprender e evoluir? Se sim, faz sentido manter a postura de vitimização em sua vida?

Referências Bibliográficas

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